terça-feira, 30 de setembro de 2014

É você...


“Eu quero chegar em casa e te ver jogada no sofá com as pernas pra cima e com aquele moletom que tu usa pra ficar em casa.
Meu amor, tu é meu moletom preferido. Ainda não terminei, alias nem mal comecei a planejar o nosso amor. Infinitas coisas que quero fazer ao seu lado, como acordar e poder te olhar dormindo, depois te acordar com um beijo e quem sabe prolongar nossa estadia na nossa cama de casal fazendo aquele sexo matinal. Meu café da manhã preferido, alias. Depois a gente ia gargalhando até o banheiro pra tomar um banho juntos, nossos corpos molhados iam acabar se tocando e com certeza a gente ia repetir a dose em baixo do chuveiro. Não é uma vida baseada em sexo, mas sempre que tu me olhar provocando eu vou querer me embebedar no seu gosto. Não vou mentir, imagino a nossa vida perfeita de mais e tem tanta coisa pra acontecer que a gente nem sonha. Imaginar e sonhar uma vida contigo, sem se importar com o amanhã, apenas estar ao seu lado e deixar as coisas fluírem como se deve ser. Ser feliz pelas pequenas coisas, gargalhar a toa, transformar as brigas em aprendizado e deixar o orgulho de lado. A gente tem que estar disposto a ser feliz pra finalmente ser e eu estou disposto a ser, mas tem que ser com você.”
— Talvez seja você

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

POR QUE TANTA GENTE SOFRE?

Falar desse tema parece um pouco fácil, mas na verdade existe certa complexidade, pois quando falamos de pessoas que sofrem, são muitos os fatores que poderemos abordar ou citar. O sofrimento não é um sentimento muito agradável e em seu conceito podemos observar como o dicionário define essa palavra: como o ato de sofrer, de padecer, ou como dor física e moral, ou pode ser definido como amargura, angustia, aflição.
O sofrimento surge a partir da paciência e da tolerância de alguém. Como seres humanos limitados que somos às vezes não nos conformamos em termos que aceitar certas escolhas que nós mesmos fazemos. A vida nos prega peça e nos coloca em situações que muitas vezes não encontramos saída.
Não é fácil vivermos sofrendo, porém existem pessoas que parece que só vieram ao mundo para sofrer. Pois vive uma vida de sofrimento desde que nasceram.
Acredita-se que os atos das gerações passadas, influenciaram nas gerações presentes e com certeza influenciarão nas gerações futuras. A descendência de alguém sempre estará presente nas suas gerações.
O que temos como exemplo é que quando observamos a trajetória de alguém e de seus antepassados familiares, podemos observar que existe certa sequência de fatos e porque não dizer algo que é passado de pais para filhos e assim sucessivamente.
Vale lembrar que isto tanto pode ser para um sentido negativo e também positivo.
Se estudarmos a vida de alguém e descobrirmos a sua genealogia, poderemos descobrir que na sua sequencia de vida alguém herdará as qualidades ou os defeitos, a virtude, a personalidade, o caráter, o dom, a habilidade, ou mesmo a capacidade de alguém que compôs aquela arvore genealógica. Sendo assim, acredita-se que, alguém também pode trazer de suas raízes o sofrimento.
Na bíblia temos o relato da historia de um homem chamado Noé. Este homem tinha três filhos que se chamavam Cão, Sem e Jafé, e certo dia depois de ter acontecido o Dilúvio, acontecimento que descreve a destruição da terra por águas, diz a bíblia que Noé tomou vinho e ficou embriagado despiu-se por causa da embriaguez e perdeu o sentido. Cão vendo que ele estava despido riu de sua embriaguez e foi contar a todos sobre a vergonha de seu pai, Noé quando soube o amaldiçoou e junto com ele a sua descendência. O que se sabe até hoje é que da descendência de Cão surgiu a África, e é exatamente o país que mais sofre com a fome e doenças que surgem.
Então pudemos observar que o sofrimento pode ser gerado a partir da genealogia de alguém, e também pode surgir a partir de outros fatos.

O sofrimento de alguém também pode aparecer a partir de sua própria escolha. Muitas vezes nossas escolhas aqui podem trazer num futuro bem próximo ou talvez bem distante, o sofrimento. Muitas vezes por um caso impensado, ou por interferência de alguém ou por muitas vezes sermos obrigado a fazer a escolha errada.
Como seres humanos que somos, fazemos escolhas que podem nos trazer consequências negativas, isso pode gerar sofrimentos para nós, pois mesmo que nos arrependamos nem toda a escolha pode ser irrevogável. Então quando isso acontece sofremos, nos angustiamos e nos afligimos.
A palavra de Deus diz que o sofrimento produz a paciência; com a paciência aprendemos a ser mais cautelosos, prudentes e sensatos em nossas escolhas, quando isso não acontece, nós procuramos o sofrimento.
Sempre costumamos pedir opiniões nas decisões que precisamos tomar, e para isso é importante que saibamos escolher bem as pessoas que irão interferir em nossas decisões. Se realmente as conhecemos, quem são e porque permitimos a sua interferência nesta decisão que deveria ser só nossa. Devemos ter muito cuidado quanto a isso. Opiniões muitas vezes podem atrapalhar em nossas escolhas. Então só devemos pedir opiniões se realmente for necessário e o ultimo caso, conhecendo bem a quem iremos pedir.
Em outras ocasiões muitas vezes somos obrigados a tomar alguma decisão por falta de opções ou por que alguém nos colocou contra a parede para tomarmos a decisão. E por consequência também surge o sofrimento. Então virmos aqui três maneiras que podem gerar o sofrimento na vida de alguém.  Já vimos que esse sofrimento pode nos afetar tanto o lado físico, como o moral.

As pessoas como seres humanos, têm em sua frágil formação a tendência de se balarem com qualquer coisa. São propensos a adquirirem doenças que podem afetar o corpo e também a mente e porque não dizer até a alma, mas o que estamos falando aqui é de sofrimentos visíveis. 
A mente humana é muito complexa. Ela é quem direciona todo o corpo em suas ações através do pensamento. Nossas escolhas e decisões surgem através dela. E o que vemos e ouvimos podem causar mudanças e até interferir em tudo que pensamos ou decidimos fazer. Palavras podem nos fazer bem e podem também nos fazer mal e gerar sofrimentos, assim também são as ações que nos rodeiam, podem trazer sofrimento através do nosso estado físico, que é o corpo e subsequente surgirem as doenças. Surgindo as doenças, junto com elas vêm o sofrimento das pessoas. O sofrimento igualmente vem quando alguém é atingido em sua moral. Quando alguém é acusado daquilo que não fez, quando é ferido em sua dignidade, ou quando alguém tenta denegrir a imagem de outrem, principalmente se há moralismo nessa pessoa, então há um imenso sofrimento pela sua conduta ter sido atingida de forma desagradável.
O ser humano está sempre sofrendo por alguma coisa. A ansiedade é um sentimento que tem feito muita gente sofrer. O desejo de ser e de ter alguma coisa faz com que as pessoas tomem atitudes desastrosas e por isso gera sofrimento. Vivemos uma vida real porem cheia de sonhos, duvidosos de se concretizar, por não acreditarmos ou por não lutarmos por aquilo que desejamos. O ser humano está sempre desejando o que o outro possui e por sua vez não procura correr atrás dos seus objetivos. Tudo o que se deseja há um caminho a se seguir e nós é quem podemos traçar esse caminho e fazê-lo ficar mais curto ou mais comprido. Realizar sonhos não é tarefa fácil, porem não é impossível.
O sofrimento é um sentimento gerado a partir de nossas escolhas, pois no nosso livre arbítrio muitas vezes temos a opção de escolhermos certos e por não usarmos a nossa razão fazemos a escolha errada, e isso traz sofrimentos que podem levar pra uma vida toda.


Autora: Edijane Gomes

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

E talvez...

E talvez o meu erro tenha sido confiar nas pessoas erradas, nem todo mundo tem um bom coração como você imagina.
Desistir... Chorar... Morrer... Sinceramente eu já pensei nisso, mas existe mais vida em mim que alguém possa imaginar, existe mais vontade de gritar ao mundo que vou ficar bem, que vou ser feliz, do que possam imaginar.
Viver é difícil, morrer também, por que se você olhar para os lados, você irá perceber que existem várias pessoas que morrem por dento ao seu lado e mesmo assim continuam vivendo,por que morre a alma, morre a vontade de sorrir e ela apenas continua sua estrada.
Vivemos em um mundo egoísta, onde é mais fácil olhar os outros e apontar defeitos, erros, do que olhar para si e vê o que você fez com essa pessoa? Será que eu estou dando o que ela merece? Será que eu poderia ajudá-la quando ela precisou.
E talvez amar seja isso, querer está com a pessoa, mesmo quando o mundo conspira contra, querer cuidar, mas as vezes a gente desiste, não por que não ache que vale a pena, mas por que a gente já tentou de tudo e viu que a pessoa não se importa.
Vamos olhar pra si, vamos nos avaliar, vamos nos permitir, por que ser feliz é algo que pra uns é impossível, mas pra mim, ser feliz é questão de escolhas, é questão de você querer ser feliz, você se permitir ser feliz, você olhar para si e falar eu não sou perfeito, mas eu tenho o direito de ser feliz, o direito de fazer você feliz.

domingo, 7 de setembro de 2014

Quando (...)

Quando eu olho para o céu minha alma começa a brilhar e meu coração começa a se acalmar, é eu sei que as dificuldades fazem parte, que com elas eu aprendo a crescer e a me defender, mas o que será de mim se eu não souber o que é viver? Talvez a resposta não esteja em meus atos, ou em minhas palavras, talvez esteja apenas nas coisas raras, raras como o amor, raras como meus pais, rara como sempre manter a paz. No céu as estrelas jamais deixaram de brilhar e aqui na terra eu jamais quero deixar de amar, tudo tem seu tempo, e o meu tempo de partir um dia vai chegar, mas jamais quero abandonar as pessoas que do meu lado sempre quiseram estar, tudo é questão de realidade. Então abre os olhos e não perca a verdade que existe dentro de você, porque pra viver aprenda primeiro a ser sempre você. Não é questão de que você não é, mas é que por medo tentamos nos esconder e não conseguimos mostrar direito o que as pessoas não conseguem ver, não deixe pra viver quando as coisas já estiverem no fim, pois o começo é agora e para tudo nessa vida existe uma hora, e a hora que tudo vai dar certo há de chegar, mas primeiro aprenda a esperar.

 (Escrito por Andreza Pereira)

Coração bobo

Meu coração é bobo. Ele crê no amor, crê nas pessoas. Ele crê que para todo problema há uma solução. Ele crê que cada pessoa que passa nas nossas vidas são únicas, que não é por acaso, que cada uma deixa um pouquinho e leva um pouquinho da gente. Ele crê em destino, crê que nada é em vão, que tudo tem uma explicação. Meu coração é bobo, ele crê na paixão, crê na emoção, crê no sentimento. Crê em olhares sinceros, abraços verdadeiros, corações honestos. Crê no perdão, crê no arrependimento, crê na compaixão. Meu coração é bobo, ele crê que o amor merece chances, que o amor é o que vale a pena na vida. Ele crê que não importa quantas vezes quebrou a cara ou quantas vezes foi partido, crê que os momentos difíceis também fazem parte, é a vida, é essencial sofrer para valorizar a felicidade quando chegar. Ele crê que ainda há esperança, que ainda há amor, que ainda vale a pena. É, meu coração é bobo. 

(Escrito por Bárbara Flores)

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O contrário do Amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.


Martha Medeiros