sábado, 27 de maio de 2017

A dupla jornada de trabalho: mães esgotadas com Síndrome de Burnout

Certa vez li uma frase que vem a calhar: “a mãe perfeita não chora, não se desespera, não perde a sanidade e, acima de tudo, não existe”. No entanto, às vezes exigimos muito, porque queremos ser a mãe perfeita. Como resultado, acabamos exaustas, física e mentalmente, por isso não é surpresa constatar que estamos sofremos a síndrome de burnout.
 

O que é a Síndrome de Burnout?

Síndrome de Burnout é uma resposta do corpo quando ele foi é submetido a um estresse prolongado e intenso, tanto física quanto emocionalmente. Este é um problema comum para os profissionais que trabalham em contato direto com pessoas em situações de alto estresse, como médicos e enfermeiras.
Na verdade, esta síndrome foi descrita pela primeira vez no final dos anos 60 para se referir ao desgaste sofrido por policiais. Psicólogos, assistentes sociais e operadores de telemarketing são algumas das profissões mais expostas a este problema.
O principal problema é que a síndrome de burnout provoca uma série de sintomas que são facilmente confundidos com os de outras doenças. Na verdade, ele provoca sintomas psicossomáticos, como dores de cabeça recorrentes, insônia, fadiga severa e dificuldades gastrointestinais. Ele também é acompanhado de alguns sintomas emocionais, como ansiedade, depressão, irritabilidade e distanciamento afetivo.
Além disso, as pessoas com síndrome de burnout se sentem oprimidas e cansadas. Na verdade, muitas vezes elas experimentam sensações intensas de desamparo e desespero desde a hora em que acordam. Em última análise, se este problema não for tratado, vai acabar levando o doente a sofrer de anedonia; ou seja, você perde a capacidade de sentir prazer.

Por que as mães sofrem da Síndrome de Burnout?

Ser mãe é um trabalho em tempo integral, 24 horas por dia, 365 dias por ano. A isto se acrescenta que muitas mulheres também trabalham e realizam a maior parte das tarefas domésticas. Em muitas ocasiões, assim que acabam de limpar a casa e colocar tudo em ordem, descobrem que já está tudo sujo e bagunçado novamente, o que cria um intenso sentimento de frustração e impotência que as faz questionar o sentido e o valor do que elas estão fazendo.
Este problema ganhou ainda mais força nos últimos tempos, como muitas mulheres também sentem a necessidade de ser mães perfeitas, acompanhar os seus filhos nas atividades extracurriculares e, com esse esforço extra, evitar todos os tipos de problemas. Este estilo de parentalidade, chamado de hiperpaternidade, acelera ainda mais o processo de exaustão e aumenta o estresse. Na verdade, tudo leva a crer que as mães superprotetoras correm maior risco de desenvolver distúrbios emocionais, como depressão.
Além disso, a síndrome de burnout se alimenta da sensação de falta de controle compartilhada por muitas mães. Elas gostariam de proteger seus filhos, mas se percebem muitas vezes inseridas em situações de impotência. Essa sensação de incerteza e imprevisibilidade acaba sendo muito desgastante a partir do ponto de vista emocional.

Como evitar este problema?

– Aprenda a priorizar as tarefas realmente importantes. Se no final do dia não tiver feito tudo o que você tinha planejado em sua agenda, não se preocupe. Não há necessidade de ser uma super mãe.
– Reserve algumas horas apenas para você. Com crianças, é difícil encontrar tempo para você, mas se não se esforçar, será sempre relegada à segundo plano em sua própria vida. Portanto, não se esqueça de reservar algumas horas para relaxar. Você pode se dedicar ao que você mais deseja, como assistir a um bom filme, ler, comer com os amigos ou tomar um banho relaxante.
– Peça ajuda. Não há nada errado em se apoiar nas pessoas mais próximas, como seu parceiro, pais ou amigos. Na verdade, se você espalhar as tarefas domésticas mais equitativamente terá mais tempo para si mesma, você vai estar mais relaxada e vai melhorar o relacionamento com sua família. Você também pode contratar uma babá ou uma empregada para lhe dar uma mão.
– Você precisa adotar um estilo de vida mais saudável. O estresse não é apenas um problema emocional, mas também é determinado pelo seu estilo de vida. Uma dieta saudável, prática de atividade física e o aprendizado de técnicas de relaxamento irá ajudá-la a evitar o stress.
Texto originalmente publicado no site Etapa Infantil, traduzido e adaptado pela equipe da Revista Pazes.

domingo, 21 de maio de 2017

Resiliência: levantar-se toda vez que a vida ferra com tudo

“Não poderemos agir e escolher corretamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. É assim que a gente cresce e é assim que a gente vira gente de verdade.”

Constantemente, passamos por situações que esgotam as nossas forças e minimizam os nossos ânimos. Por mais que tentemos escapar, inevitavelmente nos decepcionaremos com as pessoas, seremos rejeitados por alguma paixão, reprovaremos em provas e concursos, seremos preteridos em vagas de empregos ou em promoções em nosso trabalho, choraremos o luto de pessoas especiais, dentre tantos outros reveses pelo caminho.
Estamos sempre preparados para receber o melhor em nossas vidas, ao passo que fugimos à necessidade de estarmos prontos a enfrentar o avassalamento que certos momentos trarão – e eles virão. Parece-nos ser muito natural expormos os sucessos, as conquistas, tudo aquilo que deu certo em nosso caminho, porém, dividirmos nossos equívocos e fracassos chega a ser quase impossível, uma vez que negar algo parece afastar aquilo de nós. Doce ilusão.
Negar nossos fracassos não os impedirá de baterem à nossa porta, obrigando-nos a encarar nossas fraquezas, a refletir sobre o que viemos fazendo de nossas vidas, para que possamos repensar e operar mudanças que nos tornem habilitados a deixar de cometer os mesmos erros. É inevitável despendermos tempo para voltarmos nossas atenções ao nosso pior, digerindo aquilo tudo e renascendo para novas tentativas, com a mente reoxigenada.
O tempo nos ensina a confiar nele e nas verdades que ele sempre nos traz, bem como na infalibilidade da colheita a que todos estaremos sujeitos, de acordo com a qualidade das semeaduras que deixamos pelos caminhos. É preciso que estejamos conscientes de que muito do que sofremos é resultado tão somente de nossas ações, ou seja, agir com vistas às futuras consequências do que fazemos hoje nos poupará de amanhãs dificultosos.
Após as devastações emocionais que passam por nossas vidas, derrubando tudo o que há pela frente, minando nossos sentidos e roubando nosso fôlego, será o momento de decisão, de retomada, de reerguimento. A dor, a revolta e o alquebramento que fatalmente nos invadirão serão úteis, para que esgotemos nossa tristeza, sorvendo-a até que se esvazie e sejamos preenchidos pela construção paulatina de certezas cheias de esperança, com a ajuda dos amigos, da família, do parceiro, de quem, indubitavelmente, estará sempre conosco, junto, disposto, com acolhimento sincero e sorriso verdadeiro.
Trata-se de um processo lento, que requer paciência e resignação, fé e confiança em nós mesmos, em nossa capacidade de nos reinventarmos, de solucionarmos o que parecia impossível, de enxergar refletidamente o mundo à nossa volta, aprendendo e reaprendendo a cada dia. Não poderemos agir e escolher corretamente o tempo todo, mas poder contar com amor verdadeiro nos apoiando fará toda a diferença nos momentos em que a vida não dá certo. É assim que a gente cresce e é assim que a gente vira gente de verdade.
 Por Marcel Camargo

Ninguém fica onde não existe reciprocidade

Uma das maiores razões do sofrimento humano é a idéia de que possuímos certas coisas e determinadas pessoas, como se fossem nossas. Muitos de nós achamos que o emprego, o cargo, a mesa de trabalho e seus objetos, o parceiro, o amigo são posses, são nossos por direito e ninguém há de mudar isso. Ledo engano.
O que temos de nosso, na verdade, é tão somente aquilo que temos dentro de nós, aquilo que nasce conosco, nosso corpo, nossa mente, nossos sentimentos, vá lá alguns objetos que compramos, nossa vida tão somente. Tudo o mais faz parte do mundo, dos momentos, de segmentos de nossa jornada e, por isso, não têm obrigação de permanecer conosco.
Tudo e todos que estão junto de nós ali permanecerão enquanto for propício, enquanto estiver servindo a interesses, sejam eles de que natureza forem, mesmo que por amor. Podemos ser demitidos a qualquer hora, podemos deixar de amar e deixar de ser amados a qualquer tempo, poderemos ter nossos pertences roubados, nosso cargo exonerado, nossa posição questionada. Como dizem, nada é, tudo está.
Na verdade, ninguém rouba o nosso parceiro, ninguém tira o nosso emprego, ninguém destrói as nossas amizades, simplesmente porque certas coisas e determinadas pessoas a gente não perde, pois, na verdade, nunca foram nossas de fato. O que sai de nossas vidas apenas estava conosco, mas não era algo aqui de dentro, não nos pertencia, ou nem mesmo nos esforçávamos por mantê-lo. Sim, muitas de nossas perdas são consequência direta da maneira como nos comportávamos em relação a elas.
Muitas vezes, nosso amor vai embora porque não havia mais nada de bom aqui conosco e algo o interessou em outra morada. Nossos amigos se afastam porque a vida em si distancia as pessoas que não se esforçam por manter laços. Perdemos o emprego porque não correspondemos ao que esperavam de nós. Pode ser nossa culpa, pode nem ser, o que importa é entender que não temos controle ou poder algum sobre o que está fora de nós. Ou regamos, cuidamos e nos importamos, ou não manteremos junto aquilo que for mais precioso e quem faz a diferença em nossas vidas, porque ninguém fica onde não existe reciprocidade.
Cabe-nos, portanto, sermos o melhor que pudermos, dar o que temos de bom, compartilhar o que for mais verdadeiro, onde e com quem estivermos, sem achar que somos donos do que nos rodeia. Assim, nos momentos em que perdermos o que parecia certo, teremos consciência de que fizemos o que tinha de ser feito. Ao final, o que e quem ainda permanecer em nossas vidas será tudo aquilo de necessitamos para que possamos ser verdadeiramente felizes.

"Ou regamos, cuidamos e nos importamos, ou não manteremos junto aquilo que for mais precioso e quem faz a diferença em nossas vidas, porque ninguém fica onde não existe reciprocidade."

A vida é um eterno quarto de bagunças. Sempre haverá algo que a gente guarda, quando já deveria ter jogado fora!

Quanto mais espaços vazios houver, mais coisas inúteis a gente vai juntar! Isso vale tanto para casas, quanto para quartos, mentes e corações.
Basta parar um instante e trazer à lembrança exemplos de casas que têm “aquele quartinho que não é de ninguém”. Espere alguns dias, e poderá observar que o lugar começará rapidamente a ganhar ares de acumulação.
Vem um e larga lá aquele casaco de neve, que ninguém vai usar tão cedo, porque aqui não neva. E, para falar a verdade, viajar para lugares nevados anda meio fora das possibilidades orçamentárias. Vem outro e deposita num cantinho, um violão ou um teclado que comprou por impulso, acreditando que arranjaria tempo para aprender a tocar um instrumento. Vem mais um outro e abandona em outro lugarzinho aquela coleção de revistas, ou figurinhas, ou canecas, ou sabe-se lá que outro tipo de cacarecos que, em algum momento da vida fazia todo sentido. Mas agora não faz mais.
Mais algumas semanas e o lugar terá se transformado num depósito de coisas aleatórias e esquecidas. Mais alguns meses e a imagem será a de um caos, digno daqueles programas de TV a cabo, que mostram o triste destino de pessoas que não conseguem se desapegar de nenhum objeto que comprou, ganhou ou adquiriu sei lá de que jeito.
Pois com a vida em si, não é nada diferente. Mentes vazias são lugares absolutamente tentadores para ideias inúteis. Elas vão chegando de mansinho, ficam ali bem quietinhas num cantinho; com o tempo, penduram uma rede nas paredes da memória e vão se acomodando.
E, de repente, aproveitando-se de nossa distração, fazem morada dentro da gente, com direito a capacho na porta e tranca pelo lado de dentro. Instalam-se.
Tomam conta. Vão ocupando nossa cabecinha oca com pensamentos paralisantes e parasitas, que se alimentam vigorosamente de nossa criatividade, perseverança, esperança e amor próprio.
E, depois dessa apropriação indébita meu amigo, haja força de vontade e coragem para mover uma eficiente e definitiva ação de despejo.
E se mentes vazias são um perigo… Corações vazios são muito mais! Corações vazios são uma espécie de Resort com sistema “all Inclusive” para sentimentos corrosivos como a mágoa, a inveja, o ciúme e a ambição sem medida. Para cada uma dessas pragas emocionais são estendidos tapetes vermelhos, oferecidos drinks exóticos de boas-vindas e preparadas camas irresistíveis onde cada uma delas deita, rola e fica.
A vida é um eterno quarto de bagunças. Sempre haverá algo que a gente guarda, quando já deveria ter jogado fora. E é por isso que, vez em quando, não custa nada fazer uma visitinha àqueles cômodos mal iluminados e sombrios. Abrir janelas e cortinas. Deixar que o cheiro de coisa guardada seja levado com o vento. E permitir que novos ares sejam bem-vindos. Porque tudo aquilo que deixarmos ficar, nos definirá diante de nós mesmos e dos outros. E uma vida pendurada de sentimentos gastos e cobertos de poeira velha é uma vida pequena demais.

A traição é a mais covarde das escolhas

Supondo que a pessoa seja acometida por um arrependimento monumental, que amargue um tremendo remorso e se afogue num mar de culpa… aquele que traiu jamais terá a dimensão exata do buraco gigante que cavou no peito do outro.
Ser traído é ter a confiança roubada pelas costas. É ter a inteligência subestimada e a auto estima picada em minúsculos pedacinhos.
A dor da traição é extremamente complexa, porque quebra no interior daquele que foi traído os alicerces sobre o qual fora construída a relação.
Ser enganado altera a capacidade de interpretar os sentimentos. Ficamos frágeis, confusos, temos dificuldades em discernir o que é real, do que é ilusão destruída.
Não raras vezes, aquele que é traído acaba buscando em seu comportamento, em suas atitudes a razão para tudo o que aconteceu; torna-se suspeito do mal feito alheio.
E dói. Dói por inúmeras razões. Dói porque é desnecessário, dói porque diminui a importância da história partilhada, dói porque não há nada que justifique a quebra de confiança.
A traição é a mais covarde das escolhas. É a opção pelo caminho mais fácil. É arrastar para dentro de um buraco o que deveria ser honrado e ter valor.

Perdoar a traição é dessas coisas que foge à nossa capacidade racional. E quando acaba acontecendo, muitas vezes é porque existe nessa atitude uma esperança em fazer cessar o sofrimento.
Perdoa-se numa tentativa de retroagir, como se fosse possível apagar os danos. Quase sempre não é. E o tempo acaba revelando fissuras no relacionamento, trincas por onde emergem ressentimentos, mágoas e culpas.
Por mais que pareça triste, no fim das contas o melhor que se pode fazer é cortar os laços mesmo. Deixar que a ferida cicatrize em paz. Seguir em frente e deixar que o outro descubra por si mesmo que havia outra escolha, ele só não foi capaz de fazê-la.
E depois disso, de ter sido capaz de desenhar no fim dessa história um definitivo ponto final, projetar para si mesmo um modelo mais saudável de relação, na qual o compromisso seja partilhado, assumido e respeitado por todos os envolvidos. Porque errar na escolha do parceiro uma vez é humano, persistir na escolha errada é falta de amor próprio mesmo.

O amor se constrói aos poucos e morre aos poucos também.


Você pode até se apaixonar por alguém do dia para noite, mas amar alguém é algo que se constrói. Vamos amando aos poucos o jeito como o outro se ajeita no sofá para ver aquele filme, o cafuné que faz em nós com tanto amor, a sua paixão por comida e o jeito que leva e vê a vida.
É aos poucos que aprendemos a amar e a tolerar aqueles defeitinhos chatos que nos irritam e, ao mesmo tempo, fazem com que a gente veja que podemos amar aquilo achávamos não ser possível. Que podemos rir daquilo que aparentemente nos irrita.
Aos poucos, vamos amando o jeito que aquele alguém mexe no cabelo e quando nos pede para ficar mais um pouco. Mas, assim como o amor se constrói aos poucos, ele não acaba do dia para a noite.
O amor vai morrendo quando, ao invés de interromper uma briga com um beijo, o outro diz palavras que prolongam ainda mais uma discussão qualquer. O amor morre aos poucos, quando o orgulho domina mais que o perdão. Quando as desculpas ficam apenas para os corretos e sempre existe um culpado.
O amor morre aos poucos, quando um insiste em fazer dar certo e o outro persiste em dar errado. E, assim, com a indiferença, os gestos que machucam e as palavras que ferem, o amor vai perdendo a capacidade de lutar, vai deixando de ser amor e vai virando dor. Aquela dor que machuca e nos faz sofrer.
É quando a saudade vira apenas lembranças e deixa de ser reencontro. Quando os erros do outro viram motivos para termos razão. O amor morre aos poucos, quando o outro não valoriza, não elogia, não se importa e, principalmente, quando deixamos de ser nós mesmos e nos escondemos em um riso disfarçado de “tudo bem”, quando, na verdade, está tudo de mal a pior.
O amor morre aos poucos, quando perdemos a parceria de quem amamos, assim como a generosidade e a paciência. Quando o outro desiste, enquanto você luta. E, então, o que era amor vira desamor e vai aos poucos perdendo o seu colorido, vai aos poucos deixando de ser bonito, até que um dia não suportamos mais o pouco que recebemos e o relacionamento chega ao fim, não por falta de amor ou falta de tentar, mas pelo cansaço da insistência, de tanto avisar e o outro ignorar, como quem acha que, uma vez brotado a semente do amor, jamais precisaremos regá-lo novamente.
E então a gente cansa de insistir, de tentar fazer dar certo, cansa da mesmice e da zona de conforto. A gente percebe que aquilo está mais para comodismo do que para amor e, no fundo, a gente deseja ser cuidado e não apenas cuidar; a gente quer abraços, beijos e elogios e, mesmo sabendo que o outro nos ama, queremos ouvir o eu te amo. E, quando tudo isso fica apenas no começo da história, o amor vai deixando de ser amor e vira ferida, vira mágoa e discussão, e o que era para ser paz começa a ser tempestade, daquelas que parecem não passar.
Mas o amor não vira desamor em 24 horas ou em uma briga; o amor vai morrendo aos poucos e, mesmo a gente tentando reacender, só é possível pegar fogo se o outro tentar também, caso contrário, ela – a chama – apaga, assim como o amor também morre.