Outro dia, em uma rodinha de amigas, uma futura mamãe de quem sou bastante próxima me perguntou se eu sentia falta da fase anterior à maternidade. Eu, que costumo ser bastante sincera frente a uma questão como essa, respondi que sentia saudade de muitas coisas que deixei de fazer depois que virei mãe, mas que não trocaria o amor da minha filha por nenhuma delas.
Claro que houve um rebuliço na hora: “mas como, Catarina tem cinco anos e ainda há coisas que você deixou para trás? Você não acha que ela está bem grandinha para te impedir de fazer algo?” – foram alguns questionamentos que me fizeram naquele momento. Mas ao invés de ficar irritada, como vocês podem imaginar que eu tenha ficado, simplesmente me limitei a dizer: “quando vocês engravidarem, voltamos a conversar”.
É difícil para uma mulher sem filhos entender que a maternidade é uma escolha que envolve muitas esferas: a questão não é apenas ter ou não um bebê, é saber que essa nova vida não é compatível com hábitos e atitudes que até então eram muito normais para você. Mas se por um lado você se despede de muita coisa boa (como a capacidade de dormir oito horas seguidas sem um mínimo despertar), também deixa para trás algumas situações que não eram positivas: você cresce, amadurece e melhora muito!
A seguir eu compartilho com vocês uma listinha, com a qual talvez vocês se identifiquem (e vejam que lá eu não falei sobre deixar de ir ao banheiro sozinha, ou comer um prato quentinho – coisas que deixei de fazer por um tempo, mas que agora já consigo fazer novamente! Que avanço!). Vem ver:
Imagem: 123RF
As coisas que eu deixei de fazer depois que virei mãe:
1 – Eu deixei de dormir como uma pedra. E olha que eu dormi assim até Catarina nascer, literalmente! Mesmo na gravidez, eu deitava a cabeça no travesseiro e me esquecia da vida (para me acordar, precisavam tocar um trombone ao meu lado!). Agora, basta uma tosse para que eu já esteja alerta, como se fossem 10h da manhã!
2 – Eu deixei de comer o último pedaço do bolo. Ou pelo menos deixei de fazer isso quando vejo que a pequena está namorando o bolinho com os olhos. Mesmo que a vontade seja a de atacar o prato, você dá tchau para aquele delicioso pedacinho de céu e o entrega para o filhote. Mas não recusa um mordidinha, se ele oferecer de bom grado.
3 – Eu deixei de entrar em um avião sem olhar para trás. Não que eu tenha medo de voar agora, mas eu confesso sentir um certo friozinho na barriga, pensando no que aconteceria se aquele bendito não pousasse. E quando viajo apenas com meu marido, deixando a pequena para trás, juro que a vontade é marcar dois voos diferentes! Só para assegurar que um volta para ficar com a pequena (neura de mãe! Depois você segue em frente e dá tudo certo!).
4 – Eu deixei de me importar (muito) com uma casa bagunçada. Porque das duas, uma: ou você morre louca, tentando colocar os brinquedos do filhote em ordem, eu aceita que uma certa “baguncinha” faz parte da felicidade de ter um criança pequena em casa.
5 – Eu parei de comer junk food duas vezes por semana. Pois é, minhas caras, eu comia muita besteira antes de ser mãe! Tinha dois empregos, e entre um e outro passava no drive-thru sem peso na consciência! Mas depois que a filhota nasceu, parei de fazer esses absurdos, por vários motivos. Em primeiro lugar, porque o corpo muda (e sua barriga passa a acumular uma quantidade de gordura que você duvidava ser possível!). E depois pelo exemplo, porque você sabe que, para seu filho comer bem, você precisa mostrar a ele como fazer!
6 – Eu deixei de olhar apenas para o meu umbigo. E acredito que esse seja o maior presente da maternidade! Se você tem filhos, pense bem: quantas vezes colocou outra pessoa em primeiro lugar, e realmente se sacrificou por ela? E depois que o pequeno nasce, não passou a fazer esse exercício diariamente?
7 – Eu deixei de me irritar com as crianças dos outros. Seja em um restaurante, dentro de um ônibus, ou mesmo quando você vê um pequenino fazendo birra dentro do shopping: você adquire uma capacidade formidável de deixar o som entrar por um ouvido e sair pelo outro. É questão de sobrevivência, porque do contrário você não aguentaria os primeiros meses (ou anos) do seu filho.
8 – Eu parei de assistir à novela. E olha que eu era a maior noveleira desse planeta! Mas com uma criança pequena em casa, como deixar passando na TV cenas que estão cada vez mais quentes? Perdi mesmo o hábito, e acabei substituindo por séries do Netflix, que eu ligo e desligo quando o tempo extra-maternidade me permite!
9 – Eu deixei de tirar férias. Porque, cá entre nós, descanso é coisa para quem não tem filho. Se você trabalha em casa, com filhos passa a trabalhar dobrado. E se trabalha fora, descobre que ficar em casa cuidando de criança pode ser MUITO mais cansativo do que ir para o escritório!
10 – Eu deixei de duvidar de mim mesma! Porque quando você tem um filho, há horas em que precisa se virar sozinha. E não importa se é para decidir se você leva ou não para o hospital, se dá ou não o remédio, ou se precisa carregar carrinho, bolsa do bebê, a criança e mais quatro pacotes escada abaixo, sem ajuda. Você descobre que é forte, e que é capaz de ir até o fim do mundo para fazê-lo feliz, e esse aprendizado é duro, mas incrivelmente importante!
Você provavelmente está se sentindo sozinha no mundo agora. Deitada na sua cama no escuro, observando o teto e viajando dentro de si. Deve estar lamentando e sentindo pena do que você anda perdendo enquanto se sente perdida. Você deve estar sonhando com as loucuras que você queria fazer e não está fazendo. Ou pelos lugares que você queria conhecer e não está conhecendo. Pelos planos que você um dia quis fazer a agora nem sabe por onde começar. Lamentando o fato de ter liberdade para viver sua vida, mas ainda sim, se sentir presa em si mesma. Você está se sentindo solitária, incompreendida e infeliz.
Mas deixa eu te contar um segredo? Você não está sozinha nessa, parceira. Eu também me senti assim, e talvez, ainda vá me sentir um pouquinho depois de escrever esse texto.
Uma das piores partes do transtorno de ansiedade é o medo de não ter ninguém com você. Se sentir completamente anormal no grupo de amigos quando todos estão saindo e se divertindo sem você. É sentir culpa por não estar lá, por ter medo de ir e querer voltar pro seu casulo. Se sentir incapaz de ser feliz novamente. Se culpar pelo fato da sua cama parecer muito mais agradável do que estar na presença das pessoas que você mais ama.
Desculpem-me o termo, mas eu entendo e é fod* mesmo. Sentir que você é um pontinho sem cor perto de um monte de cores vibrantes deixa a gente meio sem esperanças. Sentir que você nunca mais vai sair do mesmo lugar deixa a gente meio sem vontade de se mexer. Sentir que você nunca mais vai voltar a ser quem você era dá vontade de sentar no chão do banheiro e chorar em silêncio até cair no sono.
Eu entendo você.
Antes de vir parar aqui, escrevendo esse texto, eu estava me sentindo exatamente dessa forma. Me sentindo até ingrata por não estar aproveitando a minha voz, ou a minha chance de compartilhar com todos vocês o fato de que eu também passo por isso. Me faltava coragem para colocar em palavras o quão frustrante é querer me sentir completamente em paz e não conseguir. Me sentir um caos em milhões de pedaços espalhados me deixava enroladinha no cobertor. Fugir da luta parecia muito mais fácil do que me expor. Minhas amigas me chamavam para sair e por mais que eu sentisse dor em todos os ossos do corpo, por muitas vezes, me obriguei à ir porque ter uma vida social era importante. Me isolar só iria piorar as coisas, mesmo que essa fosse minha real vontade nos dias mais frios.
Quando fui diagnosticada com ansiedade, depressão e bipolaridade, eu nem sabia o que esses transtornos significavam. Fez sentido o fato de eu querer dormir mais do que sair por aí fazendo as coisas que eu amava fazer. Fez sentido quando eu comecei a chorar no meio da minha festa de aniversário porque estava me sentindo sufocada demais. Tudo se encaixou. No início, eu odiei os remédios que eu teria que tomar para me sentir em equilíbrio. Eu odiei ter que ir na terapia falar sobre o quanto eu estava me sentindo fora de mim.
Eu tive medo das minhas amigas não me acharem mais tão divertida e escondi durante muito tempo do mundo inteiro. Meus sorrisos, muitas vezes, não significaram nada. Eu tentei ser forte, mas me achava fraca por dentro, prestes à desmoronar. Tinha medo de não conseguir meus objetivos ou do pessoal na faculdade não entender que às vezes, eu só não conseguia me levantar da cama - bobeira, eu fazia psicologia e tinha as melhores amigas, e a melhor família do mundo do meu lado.
Com algum tempo, eu aprendi que eu não precisava ter vergonha de bater no peito e dizer que "Eu tenho ansiedade" ou de contar que eu não queria ir a determinado lugar porque eu simplesmente não iria me sentir à vontade. Com o tempo, quem me amava entendeu que não precisavam me pedir para ficar calma, e nem me escrever textos incentivadores, apenas precisavam estar lá por mim.
Eu estou aqui por vocês.
Ontem, para ser mais específica, eu notei queMUITAgente sofre disso diariamente e que eu precisava usar minha voz para dizer-lhes que eu também estou aqui. Ver que muitos leitores precisavam ler algumas dessas palavras me fez sentar na cadeira em frente ao computador hoje e começar a contar minha história. Minha luta diária que a cada dia, me deixa mais forte.
Você, que está se sentindo fraco, você não tem ideia do quão forte e saudável você é. Não importa se você toma comprimidos todos os dias ou não. Não importa se você sente que você não é, porque você é. Depois de entrar na faculdade psicologia, eu aprendi que saúde é saber que você tem um transtorno, mas aprender a viver com ele. Ele não faz parte de você. Você é independente, você é a força que você quer ter. Sua ansiedade, sua depressão ou qualquer outro transtorno que você tenha, meu amor, ele não te consome mais.
Você não precisa ter medo de dizer "Eu tenho ansiedade" ou "Eu preciso de ajuda". Suas cicatrizes de batalha apenas mostram o quão enorme você é na verdade, diate do mundo, minúsculo. Você é do tamanho dos seus sonhos, e seus sonhos podem se realizar a cada dia em que você abre os olhos. Você não está solitária nesta luta. Você pode me dar a mão, estamos juntos nessa.
Lembrando que, se você tem algo, não dispense ajuda profissional, você pode precisar dela. Não tem nada de errado. Você não é anormal, você é humano.
E se eu tive coragem para vir aqui contar tudo isso, você também tem. Sua ansiedade não te afoga mais. Minha ansiedade não me impede de mais nada, também. Eu vou ler os livros que eu quiser ler, vou sair quando eu quiser sair, vou amar quando eu me sentir bem para amar e antes de mais nada, vou ser feliz.
Ps: você também vai. Você vale a pena. Eu amo você.
Ter que ser útil pra alguém é uma
coisa muito cansativa. É interessante você saber fazer as coisas, mas
acredito que a utilidade é um território muito perigoso porque, muitas
vezes, a gente acha que o outro gosta da gente, mas não. Ele está
interessado naquilo que a gente faz por ele. E é por isso que a velhice é
esse tempo em que passa a utilidade e aí fica só o seu significado como
pessoa. Eu acho que é um momento que a gente purifica, né? É o momento
em que a gente vai ter a oportunidade de saber quem nos ama de verdade.
Porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa
utilidade, descobrir o nosso significado. Por isso eu sempre peço a Deus
para poder envelhecer ao lado das pessoas que me amem. Aquelas pessoas
que possam me proporcionar a tranqüilidade de ser inútil, mas ao mesmo
tempo, sem perder o valor.
Quero ter ao meu lado alguém que saiba acolher a minha inutilidade.
Alguém que olhe pra mim assim, que possa saber que eu não servirei pra
muita coisa, mas que continuarei tendo meu valor.
Porque a vida é assim, fique esperto, viu? Se você quiser saber se o
outro te ama de verdade é só identificar se ele seria capaz de tolerar a
sua inutilidade. Quer saber se você ama alguém? Pergunte a si mesmo:
quem nessa vida já pode ficar inútil pra você sem que você sinta o
desejo de jogá-lo fora?
É assim que descobrimos o significado do amor. Só o amor nos dá
condições de cuidar do outro até o fim. Por isso eu digo: feliz aquele
que tem ao final da vida, a graça de ser olhado nos olhos e ouvir do
outro: "você não serve pra nada, mas eu não sei viver sem você".
“Como tudo que amedronta, o suicídio é evitado pelas pessoas, mas o efeito provocado pelo silêncio é devastador e se prolonga por uma cadeia de sofrimento: ele impede quem pensa em tirar a própria vida de expressar suas angústias; incapacita amigos e familiares de abordar o assunto diretamente; e, por fim, alimenta a dor dos que perdem alguém para o suicídio.” O trecho acima é extraído do livro Suicídio, o Futuro Interrompido – Guia para Sobreviventes (Geração Editorial, 2008), da jornalista Paula Fontenelle. A publicação é um pungente relato em primeira pessoa: o suicídio do pai dela deu origem a uma desbravadora e dolorosa investigação sobre o ocorrido e sobre o que se passava com o pai.
Em vez de se render à marginalização que envolve o suicídio, Paula não só enfrenta esse assunto, como o faz sem qualquer tipo de sensacionalismo, glamurização ou romantização. Tais aspectos realistas ficam ainda mais evidentes ao se falar de quem fica e dos sentimentos de saudade, dor, tristeza, perplexidade, raiva e impotência que rondam os familiares e amigos.
Não se trata de compartilhar detalhes da vida privada como maneira de despertar compaixão ou expurgar algum tipo de sentimento represado pelo silêncio. O objetivo de exposições como a dela é mostrar a emergência do suicídio em uma sociedade que não tolera o sofrimento e contextualizar as mortes voluntárias com aspectos fora do nosso suposto controle individual, como uma confusão mental, uma dificuldade incontornável de visualizar uma saída, um desespero impulsivo ou mesmo um problema de saúde mental.
O suicídio de uma pessoa amada dá um novo tom às vidas que ficaram: diante dos efeitos da tragédia, é preciso sobreviver. Não à toa, as pessoas deixadas para trás são chamadas de sobreviventes, e cada dia seguinte ao suicídio é uma verdadeira superação.
Como prosseguir diante de uma ausência que se faz presente todo o tempo e define as relações pelos próximos dias, meses e anos? Como ficam as conversas e as tarefas do cotidiano? Como lidar com os julgamentos trazidos por um ato tão obscurecido e estigmatizado por nossa cultura?
As emoções geradas entre os sobreviventes variam. Em alguns casos, sentimento de culpa, “especialmente quando houve uma relação de dependência ou quando o suicídio ocorreu no contexto de uma dinâmica familiar alterada”, afirma ao HuffPost Brasil o psicólogo Marco Antonio Campos, representante do Chile na Associação de Suicidologia para América Latina e Caribe e participante do Simpósio Internacional de Prevenção do Suicídio, organizado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV).
“Além da culpa, há pessoas que experimentam vergonha particularmente em contextos sociais em que o suicídio é condenado ou visto como conduta imprópria. Isso está intimamente ligado às influências religiosas e culturais.” A raiva que se tem do suicida é outro sentimento possível de aparecer durante o processo de luto, acrescenta Campos. “Neste caso, o enlutado muitas vezes experimenta o suicídio da pessoa querida como um ato que lhe gerou danos. ‘Olha o que você fez para mim’ ou ‘Por que fez isso comigo?’, pode dizer o enlutado.”
Culpar outras pessoas é outra forma de lidar com a dor, como uma mãe ou um pai culpar o outro progenitor pelo suicídio de uma criança.
“O luto em si é um processo natural e esperado para se lidar com a morte; porém, o luto por suicídio tem características e temas específicos que precisam ser trabalhados, como os sentimentos de culpa, vergonha e a busca incessante do porquê. Pesquisas demonstram que os efeitos desse luto tendem a ser mais intensos e duradouros”, assinala o site do documentário Elena, realizado pela cineasta brasileira Petra Costa para entender o suicídio da irmã, que dá nome ao filme.
Quando os sobreviventes possuem algum problema de saúde mental, é comum observar respostas como alcoolismo, uso de ansiolíticos e antidepressivos. Outra reação possível, e mais dolorosa, é a raiva de outros membros da família, expressa na frase “melhor que você estivesse morto”, destaca Campos.
Por fim, outra possibilidade é que a família aceite a realidade da perda e do suicídio como uma decisão pessoal do seu ente querido, explica o psicólogo. “Essas pessoas tendem a fazer um luto mais pacífico e dentro dos limites do que podemos chamar de um luto saudável. Geralmente, nesses casos, o suicida e sua família vinham falando sobre isso muitas vezes antes de o suicídio ser consumado.”
“Infelizmente os sobreviventes, muitas vezes, se sentem culpados e podem caminhar para situações graves de sofrimento”, destaca o psicanalista Roosevelt Cassorla, membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo e professor da Unicamp. Ele enfatiza que é muito importante que os sobreviventes também sejam ajudados.
O suicídio é também um ato agressivo em relação à família, amigos e sociedade. O suicida denuncia que a sociedade não o compreendeu ou foi incapaz de ajudá-lo. A acusação geralmente é injusta porque a família e amigos não têm como lidar com um sofrimento mental insuportável.
O atendimento aos sobreviventes do suicídio e da pessoa que sobreviveu a uma tentativa suicida é chamado de posvenção. Segundo a Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (Abeps), estima-se que 60 pessoas sejam intimamente afetadas em cada morte por suicídio, incluindo família, amigos e colegas de classe.
Os objetivos da posvenção são: trazer alívio dos efeitos relacionados com o sofrimento e a perda; prevenir complicações do luto, como um luto traumático; minimizar o risco de comportamento suicida nos enlutados; e promover a resistência nos sobreviventes.
“Acredita-se que a posvenção é também prevenção para futuras gerações, já que lida com possíveis complicações no processo do luto e com possíveis comportamentos suicidas que apareçam em decorrência do luto”, descreve o site oficial do filme Elena.
Quando a família percebe
Talvez um dos sentimentos mais unânimes entre os sobreviventes seja o angustiante “o que eu poderia ter feito para que isso não acontecesse?”. É o tipo de pergunta cuja resposta é ambivalente, pois expõe a dimensão real e preventiva do suicídio – 9 entre 10 suicídios poderiam ser evitados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) – e também a impotência dos familiares e amigos perante um ato que não é 100% evitável.
Mas é possível educar famílias e amigos a identificarem precocemente situações de vulnerabilidade, isto é, pessoas com sofrimento mental. E essa sensibilidade envolve também o cuidado com as palavras, sobretudo aquelas que deixam a pessoa ainda mais angustiada, destaca Cassorla. Essas pessoas devem ser acolhidas, compreendidas e encaminhadas para profissionais. Por vezes, a internação pode ser necessária, para proteger o paciente de si mesmo:
“Conselhos de ‘bom senso’ raramente ajudam e são contraproducentes quando o paciente não tem condições de segui-los. Por exemplo, frente a depressões graves, não adianta ‘forçar’ o paciente a sair ou a fazer coisas. Como ele não consegue, os ‘conselhos’ acabam fazendo que ele não se sinta compreendido, o que aumenta seu desespero.” A escola é também espaço de prevenção
Assim como familiares e amigos, a escola, por meios dos professores e colegas, também pode oferecer acolhimento e ajuda para uma criança ou adolescente que está pensando em suicídio. A abordagem do tema depende da faixa etária, e o cuidado é o mesmo que se deve ter na imprensa: o assunto deve ser abordado de forma franca, sem sensacionalismo, como recomenda o psicólogo Enrique Bessoni, analista do Núcleo de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Fiocruz Brasília.
“Deve-se apresentar alternativas para acolher e apoiar aqueles que demonstrarem e ou solicitarem ajuda.”
Segundo o psicólogo, o pedido de apoio pode vir também de alguém que ouviu uma confidência de planos de suicídio, de quem descobriu as intenções suicidas de alguém próximo e não sabe como agir, ou daqueles cujo sofrimento intenso passa a afetar o cotidiano escolar.
“A criação de um espaço, como uma roda de conversa permanente sobre situações de saúde, em que o tema seja abordado com o suporte de profissionais, pode colaborar para a ideia de que existe apoio disponível. Isso ajuda em momentos de prevenção e de intervenção”, finaliza.
Vejo pessoas me perguntarem com alguma frequencia: como
saber qual é a melhor hora de terminar um relacionamento? Como saber se
não há esperanças e o relacionamento acabou?
Obviamente que nunca dou nenhuma resposta convincente
por dois motivos. Primeiro, eu não sei a resposta e segundo, mesmo que
eu soubesse a pessoa ia fazer o que ela bem entendesse.
No entanto, vejo essa pergunta como essencial ao ser
feita porque no fundo tem outra pergunta embutida: qual a garantia que
eu tenho em tomar uma decisão da qual eu não vá me arrepender depois?
A pessoa que está com esse dilema tem aquela falsa
sensação de que poderá sair ilesa do rompimento de um relacionamento e
deixar a outra pessoa bem e feliz quando partir.
Como assim?!?
Entrar num relacionamento não foi algo que aconteceu da
noite para o dia, sair também dará trabalho. O mesmo grau de empenho
dedicado à criar um vínculo será requisitado na hora de despedida.
Mas se eu pudesse responder de forma bem direta eu
diria que uma relação acabou não quando o amor terminou, mas quando as
possibilidades que ambos oferecem de crescimento individual e conjunto
foram superadas por um padrão acomodado e destrutivo para as pessoas
envolvidas.
Imagine uma empresa que não incentiva o funcionário e
nem o bonifica ou qualifica, mas ao contrário o pune, critica, boicota e
limita seu crescimento. A promessa de todos esses elementos já foi por
água à baixo e o que resta é apenas um sabor amargo de estagnação e
ressentimento. Já faz tempo que o funcionário não levanta motivado para
trabalhar e até quando recebe algum aumento sente que a filosofia
daquela empresa já não tem a ver com seu momento atual. Fácil imaginar
esse cenário profissional? Agora aplique os mesmos termos com o seu
relacionamento e veja se algo parecido está acontecendo.
Do mesmo jeito que sua presença está ocupando o lugar de
alguém que pode trabalhar com mais empenho e ser feliz, talvez no seu
relacionamento aconteça o mesmo.
Porque empacar a vida da pessoa que você diz que ama ou
amou? Se tem alguma consideração por ela tenha a coragem de ajudar com
que saia dignamente de sua vida sem ser enganada em nome das aparências
sociais.
Lembre das juras de amor que já fez um dia e considere
que essa pessoa queria ser feliz ao seu lado, e foi, mas por um tempo,
hoje não mais…
Se você fez essa pergunta para si mesmo já é um sinal de
algo está entrando em falência. A menos que você esteja disposto a
redescobrir em si mesmo algo que reacenda sua motivação de vida e isso
transborde para seu parceiro talvez fosse mais generoso dar um passo
para o lado e deixar o espaço livre para que a felicidade se aproxime…
Eu imagino que NÃO.
Acabam os relacionamentos. Acontecem os afastamentos. Rompem-se os
laços. Mas AMOR? O AMOR é infinito. Algumas vezes, ele só muda a
direção.
Namoro acaba. Amizade acaba. Relacionamentos têm fim. As relações deixam de existir. A gente percebe nos detalhes...
Acaba na indiferença de não telefonar mais. Não falar. Não tocar. Não
querer encontrar. Não aparecer. Não se interessar pela vida do outro (o
que tem feito, onde tem estado, suas novas companhias, as
conquistas...). Acaba quando o telefone toca, você visualiza o nome dele
(a) chamando e simplesmente deixa o telefone tocar. Acaba quando as
coisas que antes te arrancavam sorrisos, hoje 'perderam a graça.' Acaba
quando o abraço se resume a dois braços que se unem e não mais o abrigo
que preenche o teu mundo. Acaba quando você começa a NÃO SENTIR. Não
sentir saudade. Não sentir vontade de estar junto. Não sentir desejo.
Não sentir necessidade da presença. Não sentir alegria em estar perto.
NÃO SENTIR NADA.
Talvez seja isso: Deixar de sentir e passar a não sentir. Aí sim, o relacionamento acaba. O AMOR? Jamais.
Muito
se fala por aí em fazer terapia, análise, psicoterapia... psicólogos,
psiquiatras, terapeutas etc, mas muita gente confunde tantos termos e
acaba sem saber direito o que faz cada um e onde buscar exatamente
aquilo que serve a pessoa.
Psicólogo é um profissional formado
em Psicologia, que após 5 anos na Universidade está apto a tratar de
problemas e questões emocionais e psicológicas e a ajudar-nos na
resolução e remoção dos conflitos, obstáculos e dificuldades que muitas vezes temos em nossas vidas.
Psiquiatra é um profissional formado em Medicina, que após 6 anos na
Universidade está apto a tratar das causas orgânicas que causam
transtornos psiquiátricos e que devem ser tratadas com medicamentos, os
quais só o médico pode prescrever.
Psicanalista ao contrário do
que muitos pensam não é uma profissão, é uma especialização numa linha
de pensamento, tanto um psicólogo, como um médico de qualquer área e não
necessariamente um psiquiatra, podem após um curso sobre psicanálise,
tornar-se psicanalistas.
Da mesma forma que existem pessoas que
dizem ir ao psicanalista, você poderia dizer que vai ao
comportamentalista, ao humanista ou ao construtivista, existem muitas
linhas de pensamento que sozinhas não constituem uma profissão.
Terapeuta é outro termo que costuma causar confusão pela variedade que
traz, o terapeuta não é necessariamente um psicólogo ou um psiquiatra, é
alguém que através de um curso de formação em uma técnica terapêutica
específica se torna apto a exercer aquela técnica.
Como, por
exemplo, terapeutas de florais de Bach, de shiatsu, de constelações
familiares, de arte-terapia, de bioenergética etc. O psicólogo e o
psiquiatra podem também ser terapeutas quando cursam uma especialização,
que são cursos de formação específicos e tem durabilidade variável.
Psicoterapeuta é um termo ainda mais confuso popularmente, pois
traduzindo deveria significar, aplicação de terapia psicológica, ou
seja, frequentar um psicólogo é fazer psicoterapia.
Porém, nem
todos que se intitulam psicoterapeutas são psicólogos. Por isso, é
preciso estar atento ao profissional que você escolheu, se ele é
psicólogo, psiquiatra ou terapeuta, se ele tem boas referências, se tem a
formação necessária para te prestar o atendimento que você necessita e
principalmente se deixa claro desde o início da terapia como é o
trabalho dele.
Os
problemas vividos na infância podem provocar algumas cicatrizes
emocionais que podem predizer como será nossa qualidade de vida quando
adultos. Além disso, podem influenciar significativamente na forma como
os nossos filhos se relacionarão conosco e com outras pessoas no futuro.
Este artigo aborda cinco das feridas emocionais ou experiências
dolorosas da infância, que, aliadas a uma parte da nossa personalidade,
nos ajudará a observar quais são as nossas próprias feridas:
1- O medo do abandono
A solidão é o pior inimigo para quem foi negligenciado ou abandonado na
infância. Quem já sofreu abandono tende a abandonar prematuramente as
pessoas com quem mantém um relacionamento ou seus projetos de vida por
medo de ser abandonado novamente. Seria algo como “eu vou antes de
você me deixar”, “ninguém me apóia, não estou disposto a suportar isso”,
“se você for, não precisa mais voltar…”.
As pessoas que têm
feridas emocionais de abandono na infância precisam trabalhar o medo da
solidão, o medo de ser rejeitado e as barreiras invisíveis ao contato
físico. A ferida causada pelo abandono não é fácil de curar, mas,
você consegue perceber uma melhora quando esse medo da solidão começa a
desaparecer dando lugar a um diálogo interno positivo e esperançoso.
2- O medo da rejeição
O medo da rejeição é uma das feridas emocionais mais profundas, porque
implica na rejeição de nós mesmos, do nosso interior, ou seja, das
nossas experiências, dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos.
Esse medo pode aparecer por vários fatores como, por exemplo, através
da rejeição dos pais, da família ou de colegas e gerar pensamentos de
auto-rejeição e de auto-desqualificação.
A pessoa que tem medo de
ser rejeitada não se sente digna de receber afeto ou de ser
compreendida e por isso se isola em seu vazio interior.
É
provável que as pessoas que sofreram rejeição sejam evasivas e por isso é
necessário trabalhar os seus temores, os medos internos e as situações
que geram pânico. Se este for o seu caso, ocupe o seu lugar no
mundo, arrisque-se, tome suas próprias decisões. Faça isso aos poucos e
perceba que você ficará menos incomodado se alguém se afastar ou se
esquecer de você em algum momento, você não levará isso para o lado
pessoal.
3- A Humilhação Esta ferida surge quando, em algum momento, sentimos que outros nos desaprovam ou nos criticam.
Podemos gerar esse tipo de problemas nos nossos filhos se dissermos que
são maus, estúpidos ou se os compararmos à outras crianças; isto
destrói a autoestima deles. As feridas emocionais de humilhação
geram uma personalidade dependente. Além disso, como mecanismo de
defesa, a criança pode aprender a ser “tirana” e egoísta além de repetir
as humilhações humilhando outros.
Ter sofrido esse tipo de
experiência requer que trabalhemos a nossa independência, nossa
liberdade, a compreensão das nossas necessidades e medos, assim como as
nossas prioridades.
4- A traição e o medo de confiar Surge
quando a criança se sente traída por um de seus pais, principalmente no
descumprimento de promessas. Isso cria uma desconfiança que pode ser
transformada em inveja e em outros sentimentos negativos por não se
sentirem merecedores do que foi prometido ou das coisas que outras
pessoas possuem.
Sofrer uma traição na infância constrói uma
pessoa controladora. Se sofreu estes problemas na infância, você
provavelmente sente a necessidade de exercer algum controle sobre os
outros, o que normalmente se justifica como sendo uma personalidade
forte.
Essas pessoas tendem a confirmar seus erros por meio de
suas ações. Para curar as feridas emocionais da traição, é necessário
trabalhar a paciência, a tolerância e o saber viver, assim como aprender
a estar sozinho e a ter responsabilidades.
5- A injustiça A
injustiça como ferida emocional se origina em um ambiente onde os
cuidadores primários são frios e autoritários, isso porque uma exigência
exagerada de exercer limites gera sentimentos de impotência e
inutilidade, tanto na infância como na idade adulta.
A
conseqüência direta da injustiça na conduta daqueles que a sofreram é a
rigidez, pois estas pessoas tendem a querer ser muito importantes e
adquirir grande poder. Além disso, é provável que a pessoa desenvolva um
fanatismo pela ordem e pelo perfeccionismo, bem como a incapacidade de
tomar decisões com confiança.
Requer trabalhar a desconfiança e a rigidez mental, criando o máximo de flexibilidade e permitindo-se confiar em outros.
Agora que nós já sabemos sobre as cinco feridas emocionais que podem
afetar nosso bem-estar, a nossa saúde e a nossa capacidade de nos
desenvolver como pessoas, podemos começar a saná-las.
Psicologia vem do grego psiqué, que quer dizer mente, ama e logia,
que quer dizer estudo, ou seja, a psicologia é a ciência que estuda a
mente, não o cérebro humano, mas o estudo da mente, no fim, o estudo da
alma. A psicologia envolve processos mentais, comportamentos, desejos,
percepção e motivação. O psicólogo é uma das profissões modernas que
estão tendo um papel cada vez mais importantes no meio social.
O psicólogo é o principal profissional
no campo da psicologia, que é a ciência que estuda de forma científica, o
comportamento e as funções mentais. O objetivo central do psicólogo, é a
compreensão de grupos e indivíduos, tanto pelo estabelecimento de
princípios universais, como pelo estudo de casos específicos, para
atingir no final, o benefício geral da sociedade.
A ciência da psicologia existia desde a
antiguidade, quando pensadores, filósofos e teólogos de várias regiões e
culturas procuravam estudar e procurar compreender certas questões
relativas à natureza da mentalidade humana. A psicologia, no princípio,
esteve muito ligada e enraizada na filosofia e até mesmo a teologia,
sendo finalmente separada e a ter a vida própria no século XIX.
Atualmente, a psicologia, mesmo com os
avanços culturais e tecnológicos, a psicologia, bem como a depressão e
outros transtornos afetivos, como transtorno bipolar, ansiedade,
síndrome do pânico, entre outros, são alvos de preconceitos sociais, muita das vezes, por conta de falta de conhecimento de quem pratica ou até mesmo por serem cabeças-duras, que se recusam em abrir sua mente para a nova realidade. O psicólogo tem uma grande importância no combate à depressão e outros transtornos afetivos, ao longo de todo tratamento.
Psicólogo, Psiquiatra e Psicanalista é Tudo a Mesma Coisa?
Não! O psicólogo
é o profissional formado em Graduação de Psicologia, que trabalha com
questões emocionais, afetivos e psicológicos, que tem a função de ajudar
em o paciente a resolver conflitos, obstáculos e dificuldades que
aterrorizam em nosso dia a dia. É comum também chamar o psicólogo de psicoterapeuta,
pois ele trabalha com um conjunto de técnicas para analisar e atacar o
problema, usando uma série de terapias para que o paciente possa superar
estes transtornos afetivos.
O psiquiatra é um
médico formado em Medicina e com especialização em Psiquiatria. É um
campo de especialidade médica que estuda os desvios comportamentais
mentais, baseando nos manuais como o CID. Como um médico, ele pode
receitar medicamentos para o combate aos transtornos afetivos, como
antidepressivos, ansiolíticos, entre outros.
Já o psicanalista,
é um profissional às vezes estudados por psicólogos e médicos, ou não
que faz um curso em uma instituição de psicanálise. Atende a pessoas com
demandas apresentadas entre psicólogos e psiquiatras. O psicanalista
normalmente é comportamentista, humanista ou construtivista, ou seja, um
conjunto de linhas de pensamento que não constituem uma profissão.
É muito comum entre as pessoas que
confundem estas três profissões, mas vale lembrar que a psicanálise não
constitui oficialmente, um status científico, embora seja muito
utilizado. E existem também os outros terapeutas também bem conhecidos,
apesar de também não terem respaldo científico ou médico, como os
terapeutas holísticos, florais de Bach, Shiatsu, entre outros. No meio
desta confusão, o ideal, o mais indicado é procurar um psicólogo para
fazer uma psicoterapia. Normalmente um psicólogo faz encaminhamento ao
psiquiatra e vice-versa, para o tratamento contra os transtornos
afetivos. O psicólogo que normalmente atende os pacientes com
transtornos mentais e afetivos atuam no campo de psicologia clínica.
Quem Vai ao Psicólogo e ao Psiquiatra é Maluco?
Não, necessariamente! Primeiro é preciso compreender o que significa loucura no campo científico, especialmente no campo da psicologia e psiquiatria. Para isso, é preciso se livrar dos preconceitos
que está impregnado em nossa mentalidade, embora o conceito de loucura,
está intimamente associado a uma condição da mente humana que não se
ajusta a um determinado círculo social, não necessariamente à sociedade.
O que está acontecendo no momento é a tamanha intolerância da sociedade
em que vivemos, que se recusa a aceitar as diferenças, como eu disse há
muito tempo, quando disse sobre vigiar e punir e o politicamente correto.
Logo, a pessoa que sofre de depressão ou
até mesmo quando sofre de outros transtornos psicoafetivos, não é uma
pessoa louca, muito pelo contrário, é uma pessoa que precisa de ajuda,
pois não está se sentindo bem, pois está afetando a sua vida familiar,
pessoal, profissional e até mesmo acadêmica, causando grandes entraves
na sua vida e qual ele pretende superar. Estes profissionais foram
treinados e capacitados para ajudar a pessoa que sofre destes citados
transtornos.
Eu Tenho Bons Amigos, Logo Não Preciso de Psicólogo
Chega
ser muito comum algumas pessoas dizerem que tem bons amigos, e não
necessitam de um psicólogo, mas isso creio que seja um erro e pode ser
muito perigoso. Isso porque a pessoa que está ao seu lado, não é um
profissional capacitado para atender aos seus desabafos, entre outros,
deixando de lado o preconceito.
Mesmo quando você tenha um bom círculo
social (onde é menos provável você sofrer a depressão ou qualquer outro
tipo de transtorno, pois uma das características principais da
depressão, é o isolamento social), leve-se em conta que você precisa ter
certeza em quem você deve confiar, pois mesmo com uma vida social
badalada, e mesmo assim, sente-se triste e insatisfeito com tudo que
ocorre em sua volta você precisa rever o seu conceito sobre a amizade.
Mas
se a maioria dos seus amigos está resumido em redes sociais, o cuidado
deve ser redobrado. É muito fácil perder uma grande amizade no mundo
virtual, do que na via real, onde os relacionamentos são completamente
escritas limitadas a cliques e curtidas. Às vezes ter muitos amigos no
Facebook e ter nenhum amigo na vida real, já é um motivo para acender um
sinal de alerta de que você está conectado demais nas redes e desconectado na vida real.
Uma amizade saudável e sincera, não
baseada em quantidade, mas na qualidade, é um melhor remédio para o
combate à depressão, por outro lado, leve-se em conta de procurar
psicólogo, quando perceber que sente a depressão, pois como dizem por
aí, nem todos são confiáveis como sempre dizem. Alguns ainda de
aproveitam disso para prejudicar e ainda se afastar, quando percebe que
está “problemático” demais. Mas por outro lado, você precisa se afastar
de pessoas que te fazem mal e procurar viver com quem te faz bem, pois
desta forma, de nada adianta uma infinidade de terapias, se insistir em
viver com quem vive sugando suas energias, isso vale tanto para amizade,
quanto para relacionamentos amorosos.
Eu Sou Uma Pessoa Religiosa e Temente a Deus, Logo Não Preciso de Psicólogo
Você precisa se livrar de um dos preconceitos
a respeito da depressão de que quem tem fé e é temente a Deus, não
significa que não corre risco de passar por depressão. Como eu disse anteriormente,
a depressão jamais deve estar associada à falta de fé ou então o
afastamento de Deus e muito menos um ato de pecado. Você deve pensar que
está passando por uma fase difícil em sua vida, e mesmo assim, clama
pela misericórdia divina. É preciso deixar de lado, o fanatismo religioso e agradecer a Deus
pela vida que ganhou, procurando cuidar de si mesmo. Claro que não
estamos pedindo para passar por cima de sua fé ou doutrina da religião
em que professa, mas sobre a importância de se cuidar, pois vale lembrar
que se matar de forma indireta, sem pensar nas consequências, é um ato
que não agrada a Deus.
A tristeza profunda que sente sem
perceber, é sinal de depressão, e não de afastamento das vontades de
Deus. Você vai precisar de uma orientação adequada para pode superar
isso, e nada mais indicado que o psicólogo em questão. A fé jamais será
inútil, pois será através dela que podemos procurar a luz em meio às
trevas. O psicólogo não é um profissional ligado às artes das trevas ou
satânicas, que faz uma série de rituais para roubar sua alma, pelo
contrário, ele é uma pessoa preparada e indicada para te ajudar a sair
dos seus tormentos e dores. Lembre-se que Deus envia pessoas capacitadas
para praticar suas obras, conforme mostra nesta história.
Vejo Que A Pessoa Vive Deprimida. Posso Forçar a Ir ao Psicólogo?
Nunca!
Você jamais deve forçar a pessoa a fazer tratamento para depressão.
Para que o tratamento tenha sucesso, é preciso que o paciente admita que
está em depressão e que ainda precise de ajuda para poder superar. O
paciente, por mais que ele dependa dos outros para tomar decisões
importantes, como assinar um contrato, ele deve se sentir a vontade para
ir ao profissional para iniciar o tratamento. Ele jamais deve ser
forçado, pois do contrário, estará piorando as coisas, ao invés de
tentar ajudar a superar as dores e as tormentas.
O primeiro passo para a pessoa ser
curada da depressão ou de qualquer tipo de transtorno afetivo é a
vontade de sair da depressão, do contrário, nada será feito. A pessoa
para ser ajudada, ela a princípio, precisa aceitar ser ajudada. Nada
deve ser forçado ou imposto.
O Que o Psicólogo Faz no Tratamento Contra Depressão e Outros Transtornos Afetivos?
O
psicólogo é aquela pessoa que está apta a ouvir todas as dores e as
angústias de pessoas desconhecidas, para em seguida, fazer análise,
estudar para que o mesmo possa indicar caminhos a serem seguidos para
encontrar uma luz. O psicólogo atua como um guia em meio à escuridão,
pode não ser seu melhor amigo, mas pode ser uma pessoa a te levar a
melhores amigos, a começar por você mesmo. Sim, isso mesmo, você ser seu melhor amigo, não viver em conflito com você mesmo, pois isso é a verdadeira chave para encontrar o sentido da vida.
O psicólogo convida o paciente a descobrir o seu valor pessoal, para em
seguida, recuperar seus sonhos e em seguida, seguir seus planos e suas esperanças, reativando a sua motivação a viver, para que possa sair de vez do precipício.
Claro
que ele pode indicar o psiquiatra, fazendo um encaminhamento, caso
houver necessidade, da mesma forma que ele mesmo pode fazer terapias,
envolvendo dinâmicas, atividades, entre outros, para que possa praticar e
melhorar o humor, e que finalmente, a pessoa se sinta bem. O tratamento
contra depressão, leva um bom tempo, chegando a levar meses e até anos,
jamais de um dia pro outro e requer muita paciência.
A terapia pode ser feita
individualmente, como pode ser feita em casal, como pode ser feita entre
os membros da família ou até mesmo em grupos de pessoas desconhecidas.
No individual, é onde se explora no mais profundo íntimo do indivíduo
enquanto em grupo, as pessoas se ajudam uns aos outros, procurando meios
onde cada paciente também se faz como agente que guia um ao outro para
sair da depressão. No caso de terapias familiares ou até mesmo terapia
de casal, o psicólogo procura meios de sanar qualquer tipo de conflito
que gera transtornos afetivos.
Conclusão
Por fim, o psicólogo é um ator
importante para o combate a depressão, mas o ator fundamental e
insubstituível, é o próprio paciente que sofre de depressão, pois tem
que partir dele mesmo a vontade de vencer a mesma depressão, se o mesmo
quer viver entregue a mesma tristeza ou não. O psicólogo, bem como o
psiquiatra tem uma grande importância, mas deve sair do próprio paciente
procurar ajuda, por livre e espontânea vontade, não porque alguém falou
ou ordenou que tem que ser feito.
É recomendado que procure primeiramente o
psicólogo, ao invés de ir ao psiquiatra, pois nem todo o tratamento
pode ser feito necessariamente com medicamentos e é o próprio psicólogo
quem deverá avaliar esta necessidade e fará o encaminhamento ao
psiquiatra, para que o mesmo possa passar o medicamento e iniciar de
fato, o tratamento contra a depressão.
A escolha de uma profissão é o resultado
de um longo processo que envolve, principalmente, um compromisso com o
autoconhecimento. As profissões precisam ser pesquisadas e conhecidas,
mas o essencial é nossa relação com elas – em que medida nos
identificamos com as atividades, com os tipos de benefícios que prestam e
como se relacionam com nossas necessidades e valores. Portanto, é
importante refletirmos sobre o que queremos realizar de nossas vidas e
como podemos contribuir , no contexto social, com o nosso trabalho.
Podemos desejar uma resposta mágica, que
alguém de fora ou um teste vocacional nos diga o que fazer, mas a
decisão só é valida quando a construímos por nós mesmos.
Muitos fatores podem dificultar esse processo.
Podemos ser tentados a escolher rápida e
superficialmente para sairmos logo da angústia da dúvida e das pressões
internas e externas.,temer que nossa opção implique em deixar todas as
outras possibilidades.
A questão profissional coloca o jovem
frente ao mundo adulto, e é difícil assumir as responsabilidades desse
mundo, ao mesmo tempo em que querem fazer parte dele. Muitas vezes as
profissões representam idealizações de pessoas que conhecemos ou
compensações e reparações ( como por ex., fazer psicologia para resolver
problemas pessoais), que influenciam nossa escolha, muitas vezes sem
estarmos conscientes disso.
O Adolescente percebe as expectativas
que os outros têm em relação a eles, em que medida querem que os
satisfaçam e não os decepcionem ou até realizar os projetos que não
puderam cumprir. As opções podem estar refletindo necessidades
psicológicas e características pessoais atuais, portanto, é importante
tentar visualizar-se no futuro em diferentes situações de vida e ter
consciência de que algumas necessidades e interesses podem ser
satisfeitos de outras maneiras além do trabalho.
Assim, é fundamental estar atento ao
grande número de fatores que estão influenciando a escolha profissional.
É muito comum focalizar a atenção na opção do curso a ser seguido,
geralmente usando como referência as matérias escolares que temos mais
facilidade e que mais gostamos. É claro que a análise dos interesses
escolares é importante, mas é apenas um dos fatores a serem
considerados. Não estamos apenas pensando no que vamos estudar e no que
vamos fazer, mas também em quem vamos ser, o que envolve nossos sonhos,
ideais e valores. Todas nossas vivências participam desse processo e
precisamos observar, estabelecer relações e analisar a evolução de
nossos interesses no tempo.
Ao estabelecermos relações entre nossas
áreas de interesse e as profissões, partimos para conhecê-las mais
objetivamente, não só através de leituras de material especializado e da
participação em fóruns de informação, feiras e outros eventos, como
entrevistando profissionais, visitando ambientes de trabalho e
universidades. O mundo profissional muda constantemente com o surgimento
de novas carreiras, especializações e campos de trabalho. Portanto, a
escolha da faculdade é vista como uma base sobre a qual a carreira se
edificará, um dos possíveis caminhos que levará à profissão desejada e
não algo que se fecha sobre si mesma.
Escolha Profissional
É muito comum que, no momento da
escolha, ainda hajam dúvidas que permanecem por falta de informações a
respeito de cada profissão, pela incerteza da pessoa que escolhe em
saber em que profissão ela seria mais eficaz, ou muitas outras
indefinições que podem ter motivos diversos. Mesmo quando já se tem
idéia de algumas profissões de interesse, a dúvida pode persistir até
porque escolher uma coisa significa abrir mão de outra, o que sempre
gera conflito.
A urgência de uma decisão faz com que
muitas pessoas procurem livros de auto-ajuda ou testes vocacionais que
prometem a resolução deste problema da indefinição. Seria confortável se
estes recursos resolvessem alguma coisa, mas a verdade é que as falhas
destes métodos são cada vez maiores e evidentes e podem contribuir para
confundir ainda mais quem já tem dúvidas suficientes. Além de tudo isto a
escolha é uma coisa muito pessoal e deve ser feita pela própria pessoa –
nenhum instrumento ou pessoa pode tomar a decisão pelo outro.
O ser humano nasce com vocação de
aprender tudo que lhe é ensinado. Ninguém nasce com uma vocação
profissional. Muitas coisas na vida de cada pessoa contribuem para que
sejam desenvolvidas habilidades diferentes em cada um, e estas
habilidades facilitam o exercício de algumas profissões.
Na verdade, a única forma de obter ajuda
é procurando o máximo de informações possível a respeito de quantas
profissões puder e fazendo exercícios de auto-conhecimento para que a
escolha possa ser a mais adequada possível.
O ideal seria experimentar cada
profissão para que a escolha fosse feita com a mais absoluta certeza mas
esta é uma coisa impossível de ser feita, afinal são milhares de
ocupações diferentes. Esta impossibilidade faz com que a escolha seja
sempre de risco; os cuidados podem ser tomados para evitar ao máximo a
possibilidade de frustração, mas nada garante que tudo seja um sucesso.
Uma escolha equivocada não significa um
desastre na vida de quem a escolheu. É muito comum que os jovens se
sintam absolutamente pressionados, porque a sociedade carrega a escolha
profissional de características que determinam o resto da vida de uma
pessoa. Na verdade é comum que pessoas mudem de curso ou até que
transformem sua prática profissional em algo de que realmente gostam.
Uma escolha equivocada não é o fim para ninguém.
A escolha de uma profissão sempre está
sujeita a provocar algum tipo de frustração. O ser humano passa por
diferentes etapas em sua vida e é muito comum que mude de gosto e de
interesse. Uma pessoa pode ter se dado muito bem com a profissão que
escolheu até determinado período da vida e depois mudar totalmente de
interesse. Pode acontecer com estudantes que, durante o curso, sentem-se
absolutamente satisfeitos e que depois de formados descobrem outras
coisas mais interessantes.
Até mesmo o mercado de trabalho atual
exige muita flexibilidade dos profissionais, porque com o avanço
tecnológico as necessidades de hoje podem se transformar completamente
em muito pouco tempo.
Numa escolha profissional, além das
profissões e das características do mercado, características pessoais
também devem ser consideradas. Ninguém vive isolado do mundo e as influências são inevitáveis.
É muito importante que cada pessoa
analise todos os seus valores, estabeleça o que considera importante
para não realizar uma escolha que destoe do seu jeito de ser. Algumas
pessoas escolhem uma profissão por causa do status que ela
proporciona, ou porque dá mais possibilidades de uma boa posição
financeira, ou ainda porque contribui com o social. Muitos outros
aspectos como televisão, moda, amigos, família, namorado, namorada,
alguém de quem se gosta muito, também influenciam as escolhas e mesmo
que, até este momento, estas influências tenham sido negadas, é
importante pensar muito bem no grau de importância que cada uma destas
coisas pode ter e de que maneira elas podem estar influenciando.
Não é ruim que hajam influências, mas é
fundamental identificá-las para que cada um possa fazer seu próprio
julgamento a respeito de cada uma delas. Os preconceitos sociais também
são determinantes e devem ser descobertos. Estes preconceitos dizem
respeito a profissões consideradas para homens e outras para mulheres,
vocações naturais, inferioridade de uma profissão em relação a outras e
outros aspectos que podem ser descartados através da busca de
informações precisas.
A ESCOLHA PROFISSIONAL
O adolescente está vivenciando um
período de transição do mundo infantil para o adulto, o que proporciona
um sentimento de medo e insegurança ao escolher uma profissão. A escolha
de um curso universitário é, para o jovem, uma decisão importante, onde
ele se depara com a liberdade e a autonomia para fazer o seu futuro. É
um momento de impasse, dúvida e insegurança, sentimentos bastante
presentes no seu cotidiano. A todo instante o jovem necessita tomar
decisões, tendo sempre que abdicar de algo. Há um intenso questionamento
neste período. Valores familiares, as questões políticas, sociais,
ecológicas são revistas e questionadas. É o período de reação ao que
está estabelecido. Muitas vezes, a família e a escola não sabem como
agir neste momento da vida do adolescente e podem perder a chance de
estarem junto ao jovem e facilitar o processo de crescimento pessoal.
Escolher é, na verdade, um processo
difícil, requer uma decisão segura do sujeito, num determinado momento,
sofrendo as influências externas – sociais, familiares… – e internas –
psicológicas, emocionais. Facilitar o processo de escolha profissional
é, em primeiro lugar, compreender o que se passa com o jovem neste
período. Compreender que outras questões estão em jogo – não só a
escolha profissional – e auxiliar no entendimento deste momento
específico da vida que envolve aspectos pessoais, sociais e familiares.
Grande parte das escolhas que fazemos
estão relacionadas com nossa história de vida, nossa personalidade,
nosso meio social e nossa cultura, mostrando que para escolher é
preciso, primeiro, autoconhecimento. É importante lembrar que, nós
psicólogos, bem como pais e professores, não sabemos qual é o melhor
caminho, nós podemos, sim, passar nossa experiência de escolha e mostrar
como foi o caminho que fizemos. Escolher uma profissão é ter este
autoconhecimento, é descobrir o que gostamos de fazer, nossos desejos e
ambições e nossas limitações. É preciso conhecer também, a profissão
desejada, o campo de atuação profissional, procurar conhecer o mercado
de trabalho, a universidade e o futuro desta profissão.
Deste modo então, torna-se emergente que
possamos auxiliar o jovem neste processo de escolha profissional,
dando-lhe subsídios para facilitar seu autoconhecimento, ou sejam
propiciando momentos que facilitem, para o jovem, a demonstração de seus
interesses, seus valores, descobrindo sua própria personalidade. Desta
forma estaremos contribuindo para que a escola não seja apenas um meio
de formação educacional, mas sim, parte importante na formação de seres
humanos melhores e mais inteiros. Os professores e professoras de
ensino, que convivem muito de perto com estas inquietações, podem e
devem ser facilitadores deste processo, proporcionando os adolescentes
momentos de debate sobre escolha profissional. Apresentar a sua escolha e
a sua trajetória profissional e abrir espaço para que profissionais de
diferentes áreas venham falar sobre sua experiência profissional tem se
mostrado uma boa estratégia de abordagem só assunto em sala de aula.
Sempre que sentir necessidade, recorrer a um serviço especializado,
voltado para facilitar e acompanhar o processo de escolha profissional,
levando para a escola, palestras sobre escolha e/ou encaminhando alunos
para um trabalho individual ou grupal de facilitação da escolha
profissional.