domingo, 18 de maio de 2014

Cuida dela...

"Ela vai brigar com você a cada 5 minutos, por coisas relevantes, ela vai te encher o saco ate se você não comer bem. Mas ela só vai agir assim por que ela realmente gosta de você. Abrace ela quantas vezes você puder no dia, por que eu não tive a sorte de abraça-la, beije a de modo que a faça sorrir, a chame de linda na frente de seus amigos, chame a pra sair, mas não para uma pizzaria, é cara ela odeia pizza, ande de mãos dadas com ela no shopping, faça ela se sentir bem ao seu lado. Cuida dela, pois ela vai te retribuir todo seu esforço, ela vai lhe fazer sentir o cara mais feliz do mundo, não pense que o programa de sexta a noite com os amigos vai ser melhor do que ver um filme com ela, não pense que os outros abraços vão trazer o conforto do dela, não pense que outros beijos serão doces como o dela, pois não vai ser. E sabe porque? Por que ela é única, só ela tem aquela fala mansa, só ela tem os cabelos mais cheirosos do mundo, ela é dona dos melhores beijos e dos abraços mais aconchegantes do mundo. Cuida dela cara, não a magoe em hipótese alguma, não minta pra ela, não a faça sofrer, não a faça te odiar, proteja a ela como se fosse a ultima coisa que você tivesse de fazer na vida, igual a ela nunca vai existir, eu sei disso, e tive de aprender da pior maneira. No fim ela vai te fazer feliz, então cuide dela. Por favor.” 

— Cuida dela cara.

Quantas pessoas?

“Quantas pessoas te conhecem de verdade? Pra quem você se abre? De quem você não tem medo? Que pessoa você tem certeza que quer o seu bem? Quem realmente não sente desconforto ao ver sua felicidade? Quem não ficou magoado por bobagem? Quem sabe reconhecer quando erra? Quem nunca te deixou na mão? Quem assume quando pisa na bola e pede desculpa? Com quem você discute, mas depois fica tudo bem? Quem entende o seu jeito? Quem aceita seus defeitos? Quem não fala mal de você para os outros amigos? Quem ajudaria você a pagar sua conta de luz, caso fosse necessário? Quem vibra com seu sucesso profissional? Quem deseja realmente toda felicidade do mundo no seu relacionamento? Quem? Por favor, me diga quantos, quantas. Quem valoriza o que você faz? Quem é grato pelo que você fez? A ingratidão em qualquer relação é coisa muito feia, principalmente em amizade. É bom a gente pensar de vez em quando sobre isso. Analisar as relações, as pessoas, rever as amizades. Agora você me responde ah, mas eu ligaria para a Camila às 4 da manhã se estivesse em apuros e tenho certeza que ela sairia de casa e me ajudaria. Eu não estou falando disso. Falo de algo mais profundo, que conecta as pessoas, que une e não separa por nenhuma força. Falo de um sentimento genuíno, de amor, de gratidão, de respeito, de carinho, de amizade. Muita gente fala que fulano é amigo, mas não sabe o significado disso. Ser amigo é chorar o teu choro e rir, com o coração, o teu riso. E isso é coisa rara hoje em dia.”
 
— Clarissa Corrêa.


sexta-feira, 16 de maio de 2014

Perguntas

As vezes me pego perguntando o por que aconteceu isso ou por que aconteceu aquilo? E quantas noites fiquei em claro perguntando por que fizeram isso ou não fizeram aquilo? perguntas... perguntas... perguntas. Não consigo respostas talvez por que esteja me perguntando, o tempo precisa passar, para as respostas aparecerem.
A vida é simples, eu sei... a gente que complica.
Não é por que você ama uma pessoa que ela vai lhe amar com a mesma intensidade, ninguém é igual sabia? Eu sei, mas as vezes é mais fácil fingir que não sei o que acontece, que não sinto, que não doí... mas doí, doí e é uma dor que lágrimas não aliviam, você sente falta de alguém que não sente a sua, você ama alguém que não ama você, ai você se pergunta e não sabe por que, mas sabe onde esta a resposta? dentro de você, só você pode decidir a sua vida, só você pode dizer o que é pra ficar e o que precisa ir, as vezes as despedidas são difíceis, mas necessárias, você precisa deixar que doa de uma vez, que é melhor do que doer aos poucos.
talvez eu deseje que ele seja o amor da minha vida, mas ele é da minha vida, eu que não sou da dele.
Amar é se colocar no lugar do outro, é querer a felicidade de alguém, mesmo que isso custe a sua infelicidade, voce fica feliz vom um sorriso, mesmo que não seja pra você.
Amar é doação, é amor, é carinho, é perdão.

Goes, 2014.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pedras no Caminho

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Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
Mas não esqueço de que minha vida
É a maior empresa do mundo…
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
Se tornar um autor da própria história…
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
Um oásis no recôndito da sua alma…
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “Não”!!!
É ter segurança para receber uma crítica,
Mesmo que injusta…
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…
 
Fernando Pessoa

domingo, 4 de maio de 2014

Nosso primeiro impulso é ser gentil ou egoísta?

Nosso primeiro impulso é ser gentil ou egoísta?

Responda o mais rápido que você puder à seguinte pergunta: se alguém te desse dez reais para fazer o que quisesse, mas dissesse que você poderia doar uma parte deste dinheiro a uma instituição de caridade, você doaria? Se sim, quanto você doaria? Agora, se possível, chame alguém próximo de você e peça para ele responder à mesma pergunta, mas use uma instrução diferente – peça para que ele pense por pelo menos dez segundos antes de responder à pergunta. Uma série de participantes foram colocados em situações parecidas com estas e os resultados foram relatados em um artigo recente na prestigiada revista Nature. O propósito do artigo era entender se, quando agimos por intuição, nosso primeiro impulso seria agir de maneira gentil ou egoísta. Além disso, também foi investigado qual seria o nosso impulso caso pensássemos mais detidamente sobre a decisão de ser gentil antes, ao invés de agir por mera intuição.

Os atuais modelos de processamento dual propõem, em linhas gerais, que nossos pensamentos se dão de duas maneiras básicas: de um modo mais intuitivo, automático e rápido ou mais reflexivo, consciente e lento. Estas duas formas de pensar ocorrem o tempo todo e se influenciam dinamicamente ao longo de nossas vidas, influenciando a maneira como compreendemos o mundo e nos comportamos. Decisões tomadas de maneira mais intuitiva são mais rápidas (exemplo: tente falar rapidamente a resposta para a conta 1 + 1), enquanto que decisões tomadas de maneira mais deliberada e racional podem tomar mais tempo (exemplo: tente falar o mais rápido que puder a resposta para a conta 2,763 x 4,895).

Partindo destas ideias, três pesquisadores da Universidade de Harvard se perguntaram se, quando somos guiados pela intuição ao invés da razão (ou guiados pela razão ao invés da intuição), o nosso primeiro impulso seria o de agir de maneira egoísta ou gentil. Será que o nosso primeiro impulso é o de nos beneficiarmos? Será que apenas quando refletimos melhor é que somos capazes de superar este impulso egoísta inicial, e ai poderemos agir mais generosamente? Os resultados que estes pesquisadores encontraram foi que, quando agimos de maneira mais intuitiva e rápida, nossa tendência é a de agir  mais gentilmente.

Logo no início de cada estudo, era dito aos participantes que eles receberiam uma determinada quantia de dinheiro. Depois, era perguntado se eles gostariam de oferecer uma quantia do dinheiro que receberiam para um investimento comum com outras quatro pessoas que participavam do mesmo estudo. O dinheiro que as quatro pessoas dessem seria duplicado e distribuído entre os quatro participantes. Ao longo de dez estudos conduzidos com mais de 2.000 participantes usando a metodologia de jogo dos bens públicos, estes pesquisadores encontraram que a gentileza exibida por alguém é maior quando sua decisão foi tomada mais rapidamente ou quando ela foi forçada a tomar esta decisão mais rapidamente, ou seja, confiando na sua intuição – quando era pedido aos participantes que eles esperassem dez segundos até decidirem o quanto contribuiriam, eles agiram de maneira mais egoísta. Além disso, quando foi usada a técnica de priming para tornar os participantes “mais confiantes” nas suas intuições, eles exibiram maior nível de gentileza quando comparados a participantes que foram levador a confiar mais no seu raciocínio.

Mas o que explica estes resultados? Porque a nossa intuição é direcionada para a gentileza ao invés de ser para o egoísmo? Não faria mais sentido que o nosso impulso fosse “garantir o nosso” primeiro? A explicação para estes resultados é que a nossa intuição é moldada pelas interações cotidianas que estabelecemos com os outros, interações estas que normalmente são repetitivas (exemplo: você sempre encontra com o seus colegas no trabalho), colocam nossa reputação em risco (exemplo: se você fizer algo inapropriado, como estacionar em uma vaga de idosos sem ser um idoso) e podem trazer punições para o nosso comportamento. Neste tipo de contexto no qual vivemos, somos repetidamente estimulados a desenvolver uma “intuição cooperativa,” e é esta tendência automática a ser gentil que os participantes levaram para o laboratório. Entretanto, no jogo dos bens públicos, ser gentil não é a melhor estratégia, pois você pode facilmente ser o único a cooperar no seu grupo e não ser retribuído por isso. A reflexão aumenta as chances de que os indivíduos percebam os riscos que correm neste tipo de interação e isso diminuiria a probabilidade deles serem mais gentis, o que se reflete nos resultados que foram encontrados repetidamente no artigo comentado aqui.

Este artigo nos ajuda a compreender melhor as bases cognitivas da gentileza, mas traz implicações não apenas científicas. Os resultados deste estudo indicam que argumentos racionais que busquem persuadir pessoas a agir cooperativamente, como campanhas visando arrecadar fundos para causas sociais, podem ter o efeito contrário do pretendido. Investir na intuição das pessoas parece ser um caminho mais promissor, pois estes estudos mostram que quando agimos pela intuição somos normalmente mais gentis do que quando refletimos profundamente sobre a ajuda que daremos.

Referências: Rand, D. G., Greene, J. D., & Nowak, M. A. (2012). Spontaneous giving and calculated greed. Nature, 489 (7416), 427-30 PMID: 22996555.