“Quantas
pessoas te conhecem de verdade? Pra quem você se abre? De quem você não
tem medo? Que pessoa você tem certeza que quer o seu bem? Quem
realmente não sente desconforto ao ver sua felicidade? Quem não ficou
magoado por bobagem? Quem sabe reconhecer quando erra? Quem nunca te
deixou na mão? Quem assume quando pisa na bola e pede desculpa? Com quem
você discute, mas depois fica tudo bem? Quem
entende o seu jeito? Quem aceita seus defeitos? Quem não fala mal de
você para os outros amigos? Quem ajudaria você a pagar sua conta de luz,
caso fosse necessário? Quem vibra com seu sucesso profissional? Quem
deseja realmente toda felicidade do mundo no seu relacionamento? Quem?
Por favor, me diga quantos, quantas. Quem valoriza o que você faz? Quem é
grato pelo que você fez? A ingratidão em qualquer relação é coisa muito
feia, principalmente em amizade. É bom a gente pensar de vez em quando
sobre isso. Analisar as relações, as pessoas, rever as amizades. Agora
você me responde ah, mas eu ligaria para a Camila às 4 da manhã se
estivesse em apuros e tenho certeza que ela sairia de casa e me
ajudaria. Eu não estou falando disso. Falo de algo mais profundo, que
conecta as pessoas, que une e não separa por nenhuma força. Falo de um
sentimento genuíno, de amor, de gratidão, de respeito, de carinho, de
amizade. Muita gente fala que fulano é amigo, mas não sabe o significado
disso. Ser amigo é chorar o teu choro e rir, com o coração, o teu riso.
E isso é coisa rara hoje em dia.”
— Clarissa Corrêa.
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