sábado, 23 de maio de 2015

Relacionamentos

"Sempre acho que namoro, casamento, romance tem começo, meio e fim. Como tudo na vida.
Detesto quando escuto aquela conversa:
- 'Ah,terminei o namoro...
- 'Nossa,quanto tempo?'
... - 'Cinco anos... Mas não deu certo...acabou'
- É não deu...?
Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes você não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos esta coisa completa.
Às vezes ele é fiel, mas não é bom de cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é malhada, mas não é sensível.
Tudo nós não temos.
Perceba qual o aspecto que é mais importante e invista nele.
Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico; que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...
Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate... se joga... se não bate...mais um Martini, por favor... e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não lute, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvida, problema dela, cabe a você esperar ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob chantagem, gravidez, dinheiro, recessão de família?
O legal é alguém que está com você por você.
E vice versa.
Não fique com alguém por dó também.
Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.
E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar, seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria compania?
Gostar dói.
Você muitas vezes vai ter raiva, ciúmes, ódio, frustração. Faz parte.
Você namora um outro ser, um outro mundo e um outro universo
E nem sempre as coisas saem como você quer...
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal, você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
E nem todo sexo bom é para namorar
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
Nem todo sexo bom é para descartar. Ou se apaixonar. Ou se culpar.
Enfim...quem disse que ser adulto é fácil?"

FATO - No tempo certo...Na hora certa...

 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Que tal?

Não dá pra colocar a culpa no mundo e se esquivar de enfrentar os próprios demônios. Não dá pra dizer que a vida está desgraçada, que não tem ninguém, que o trabalho não satisfaz, que não encontra mais prazer nas coisas simples. Não dá pra virar as costas para a longa, úmida, tortuosa e florida estrada que é a vida. Não dá pra ficar parado num canto escuro, de braços dados com a solidão, apoiado na tristeza e de olho na frustração. Não dá pra perder o sono, a fome, o tesão, o encantamento, o brilho no olhar. Não dá pra pensar que nada mais tem saída e que os dias não passam de buracos negros que não têm fundo. Não dá pra pensar que o labirinto não tem saída. Não dá pra perder a confiança, a fé, a esperança. Não dá. Mas como vou mudar?, você me pergunta. E eu te respondo: modificando, primeiro, a maneira de pensar. Não pensando que é um grande complô, uma presepada ou uma brincadeira de gosto duvidoso esse “excesso de coisas ruins” que têm acontecido. Mesmo porque, deixa eu te contar um segredo, quando a gente reclama demais e agradece de menos acaba ficando mais atento para cada passo em falso que a felicidade dá. Quando estamos com nossas antenas ligadas na frequência da negatividade acabamos atraindo cada vez mais coisas ruins. Como assim?, você me interroga. E prossegue: perdi meu emprego, meu pai, meu apartamento, meu namorado. E eu te respondo: não, você não perdeu absolutamente nada. Você ganhou. Ganhou a oportunidade de ter trabalho naquele lugar. Ganhou a oportunidade de ter convivido com seu pai. Ganhou a oportunidade de trocar de casa. Ganhou a oportunidade de encontrar um novo amor. Ganhou a oportunidade de aprender e tirar uma boa lição de cada coisa chata, triste ou horrível que já aconteceu na sua vida ao longo desses anos. Não sei no que você acredita, mas eu acho que Deus não olha pra uma pessoa, aponta o dedo e diz: você vai ser um desgraçado. As coisas não funcionam dessa forma, nesse tom. Muitas vezes, sem perceber, eu acabo atraindo coisas que não são boas. Pelo meu jeito de pensar, pelas escolhas que faço, pelo caminho que sigo, pelas pessoas que conheço, pelos pensamentos que tenho, pela mania torta de não aprender com o primeiro tropeço. Sou eu. E-u. É um assunto comigo, não com o mundo. Ninguém tem culpa se as coisas não estão dando certo. E não, não pense que a vida da atriz global é infinitamente melhor que a sua só porque ela aparece bem penteada, maquiada, grifada e acompanhada. A vida de ninguém é um comercial de biscoito ou margarina. Todo mundo tem que conviver e aprender com suas mazelas e insucessos. Faz parte do amadurecimento. Mas existe, sim, uma coisa que você pode fazer. Ou começar a fazer, se é que ainda não percebeu o intenso efeito que isso faz. Você pode se modificar pouco a pouco todos os dias. Se você já percebeu que reclamar ou colocar a culpa no outro não soluciona os seus problemas, que tal arregaçar as mangas e ir em busca de uma vida mais leve? Que tal se conectar mais consigo mesmo? Que tal procurar perceber o porquê de determinadas coisas? Que tal refletir profundamente sobre tudo que já viveu e sentiu? Que tal parar de se vitimizar e procurar tudo de bom que a vida te trouxe até agora? Que tal? 
Clarissa Corrêa.

sábado, 2 de maio de 2015

Pensei em você...

Pensei em você hoje. Lembrei da gente daquele jeito que dá uma pontadinha no coração, sabe? Não era saudade, porque o jeito como terminou não me permitiu guardar vontade de voltar no peito. Foi tão bom enquanto foi e eu sinto tanta pena de você. Vi seu potencial tão de perto e você preferiu se acovardar pra vida, mais uma vez- que desperdício. Não sou egocêntrica e acho que a vida sou eu, se você estiver me lendo, vai saber exatamente do que eu tô falando. Zona mortífera de conforto. Tédio e um chão firme, que não te faz tirar os pés dele nem por um minuto. E que graça tem viver, se a gente não pode voar? Não sou do tipo que se arrepende e dessa vez não foi diferente, mas, o desperdício de tudo que você poderia ter sido ainda me causa algum desconforto. Chegou tão cheio de coragem, tão soltando os pesos, sem olhar pra trás ou pensar duas vezes. Mal acabou o primeiro tempo e você voltou tremendo, recolhendo os pertences caídos pelo chão. Eu, que sempre procuro esperar coisas ruins das pessoas, confesso que não esperava tanta covardia. Pelo menos não tão súbita. Parecia contraditório demais pra ser possível, mas covardes não se contradizem, só voltam atrás, pra vida estável e mais ou menos de sempre. É que eu não tô acostumada com esse tipo de gente. Por todo esse tempo me culpei por ter me permitido gostar, como eu gostei, de alguém tão raso e previsível. Mas, escrevendo esse texto, me libertei da culpa: eu, mais uma vez, acreditei na fé e na coragem no amor, que toda pessoa deveria guardar no peito. E isso, ah, isso impulsionaria a pessoa mais monótona do mundo a virar a vida de cabeça pra baixo, de um dia pro outro, porque ser feliz é a maior dádiva desse mundo. Eu erro muito, eu erro sempre, mas isso...isso não é um erro meu.

Afinal, quantas vezes um coração aguenta ser partido?


Sou totalmente o contrário de forte. Eu tento ser, todos os dias. Me esforço bastante, mas essas questões do coração não são meu forte. Algumas vezes penso que nasci com alguma anomalia emocional, mas outras vezes penso que só nasci para amar demais, para sentir demais. Sentir sentimentos verdadeiros, intensos, reais. E de alguma forma ainda acredito no amor, no romantismo e  ainda valorizo meus princípios, mesmo depois de ter quebrado a cara e de ter partido o coração um milhão de vezes. Afinal, quantas vezes um coração aguenta ser partido? Cada vez que se parte nos sentimos perdidos, desorientados. Sentimos que somos incapazes de esquecer tudo o que aconteceu e tudo o que já passou, e sentimos que não conseguiremos superar, que não suportar a dor e que mais do que nunca a felicidade está distante. E é assim por um tempo, ás vezes por um longo tempo. Não existe vontade de nada, queremos apenas ficar quietos, sozinhos com a nossa tristeza, resgatando os pedaços do coração. Não vou afirmar que a recuperação é 100%, pois sabemos não é. Mesmo juntando todos os pedacinhos, remendando e colando, o coração já não é mais o mesmo. Já não sente como antes, já não bate como antes e já não vê o mundo como antes. Algo que marca a nossa vida de uma forma tão forte e profunda simplesmente não desaparece dela assim. Sempre haverá uma lembrança, um sorriso, uma música, uma conversa, um perfume, a única diferença é que com o tempo irá parar de doer. Com o tempo se torna suportável. Com o tempo você ainda vai sentir saudade, mas a falta vai ser menor. A dor não irá mais incomodar tanto assim. A sua felicidade não dependerá mais exclusivamente do que ou quem partiu seu coração, na verdade nunca dependeu. Você era feliz antes, a diferença é que apareceu em sua vida e você se acostumou a ser feliz com ele na sua vida e se esqueceu como é ser feliz sem ele na sua vida. Aos poucos vamos saindo da “bolha de proteção” que nós mesmos criamos para nos proteger do mundo lá fora e percebemos que se tudo tivesse continuado do jeito que tava, talvez a ferida seria ainda maior. E seguimos vivendo a vida. Um dia de cada vez. Sem pressa, sem ansiedade, sem querer fazer as coisas antes da hora certa e sem tentar ser o que não somos. Com o tempo recuperamos a rotina, a nossa vida, o nosso coração e o mais importante: a nós mesmos.

 (Escrito por Bárbara Flores)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Decidi seguir em frente.

Decidi deixar a saudade lá fora fazendo companhia para as lembranças de um tempo que não vai mais voltar. Decidi aceitar o caminho que o destino reservou para mim, aquele que é cada vez mais longe de você. Em outros tempos eu estaria chorando, birrando e até esperneando, tentando fazer de tudo para não acabar, mas percebi que já acabou faz tempo. Eu só não tinha me permitido perceber, ou ainda não estava sentimentalmente preparada para enxergar o fim. Por isso não quero mais nada que me prenda ao passado. Não quero mais reviver o que já aconteceu. Não foi sempre assim, por um bom tempo fiz questão de lembrar das coisas boas que existiram entre nós, mas ultimamente só consigo lembrar que deixamos elas se perderem com o tempo. Ultimamente, em cada canto que eu olhava, em cada música que eu escutava as lembranças traziam uma espécie de vazio. Já não me completava mais. Decidi que deixar a saudade para trás e seguir em frente é fazer com que as lembranças se tornem apenas lembranças. É aceitar que o passado é apenas passado, e aceitar que todo aquele amor não era realmente amor, era apenas um sentimento intenso que com o passar do tempo perdeu a intensidade. Decidir deixar tudo lá fora, decidi deixar o destino se encarregar de colocar coisas novas aqui dentro. E um dia, antes que eu me dê conta, tudo o que eu deixei lá fora, não me afetará mais. Simplesmente impedi que minha vida pertencesse a alguém e tomei as rédeas para que dependa somente de mim. Essa é a parte boa de seguir em frente: assumir o controle, seu próprio controle, as coisas se tornam mais naturais, e você volta a ser feliz, aos poucos, mesmo sem perceber.
 
 (Escrito por Bárbara Flores)