quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
Mulheres Apaixonadas
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015
Sobre amores e conchinhas
“Felicidade pra mim é pouco. Eu preciso de euforia.” Essa máxima tem
mais adeptos do que se pode imaginar. Em um mundo de baladas alucinantes
e sexo fácil, não é de se estranhar que as verdadeiras parcerias sejam
cada vez mais raras. Isso porque o conforto da conchinha em dias frios e
do filminho a dois no domingo não tem sido suficiente para satisfazer
enérgicos caçadores de êxtase.
A verdade é que algumas pessoas precisam estar em estado permanente
de paixão. Só dançar não basta – é preciso ultrapassar todos os limites
do seu corpo; só amar não basta – tem que ter orgasmos múltiplos todo
dia; se identificar com a profissão não basta – É preciso gostar tanto
do trabalho a ponto de ficar ansioso pela segunda-feira.
E os relacionamentos têm obedecido – lamentavelmente – esse vírus
moderno da insaciabilidade aguda. Arrisco dizer que é por isso que as
verdadeiras parcerias caíram de moda. Não se troca mais a liberdade da
solteirice pelo tédio que um relacionamento estável supõe. Mas quem se
recusa a essa troca certamente desconhece a sensação surreal de uma
conchinha. De gargalhadas épicas assistindo a um programa de humor sem
graça no sábado à noite. Do tesão inigualável de um sexo com amor (sexo
com amor, não necessariamente sexo amorzinho).
As parcerias ainda estariam “em alta” se as pessoas parassem de
esperar delas essa tal euforia. Espera-se sexo avassalador diariamente
quando, às vezes, se pode querer simplesmente pegar no sono depois do
jantar. Espera-se conversa e tagarelices sem fim enquanto se pode, vez
ou outra, querer simplesmente permanecer em silêncio – e, calma, isso
não é um problema.
Achar que todo relacionamento se sustenta na base do sexo três vezes
ao dia e ter certeza de que há algo de errado se o outro recusa é uma
utopia. O amor é poder ser você mesmo. Poder assumir que quer só dormir
de conchinha – sem tabus, sem a obrigação da paudurecência permanente.
Sentir-se bem com o outro de chinelo e camisa de propaganda, sem
maquiagem e descabelada. Eu diria que amar é, acima de tudo, sentir-se à
vontade. Sem pressa, sem euforia, sem regras estabelecidas. Porque amor
é liberdade.
É preciso aceitar o outro em todas as suas versões, inclusive nos
dias ruins. A rotina é o preço que se paga pra se ter um grande amor
sempre ao lado – um preço irrisório quando ela se torna absolutamente
deliciosa. E isso só é possível ao lado de quem se ama. Apaixonar-se é
bom. Mas o amor tem privilégios que só podem ser desfrutáveis na
calmaria.
Fonte: Blog Entenda os Homens.
domingo, 1 de fevereiro de 2015
Fique com alguém...
"Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve. Fique com alguém que não tenha conversa mole. Que não te enrole. Que não tenha meias palavras. Que não dê desculpas. Que não bote barreiras no que deveria ser fácil e simples. Fique com alguém que saiba o que quer e que queira agora. Fique com alguém que te assuma. Que ande com orgulho ao seu lado. Que te apresente aos pais, aos amigos, ao chefe, ao faxineiro da firma. Que segure a sua mão ao andar na rua. Que não tenha medo de te olhar apaixonadamente na frente dos outros. Fique com alguém que não se importe com os outros. Fique com alguém que não deixe existir zonas nebulosas. Que te dê mais certezas do que perguntas. Que apresente soluções antes mesmo dos questionamentos aparecerem. Fique com alguém que te seja a solução dos problemas e não a causa. Fique com alguém que não tenha traumas. Que não tenha assuntos mal resolvidos. Que saiba que para ser feliz, tem que deixar o passado passar. Fique com alguém que só tenha interesse no futuro e que queira esse futuro com você. Fique com alguém que te faça rir. Que te mostre que a vida pode ser leve mesmo em momentos duros. Que seja o seu refúgio em dias caóticos. Fique com alguém que quando te abraça, o resto do mundo não importa mais. Fique com alguém que te transborde. Que te faça sentir que você vai explodir de tanto amor. Que te faça sentir a pessoa mais especial do universo. Fique com alguém que dê sentido à todos os clichês apaixonados. Fique com alguém que faça planos. Que veja um futuro ao seu lado. Que te carregue para onde for. Que planeje com você um casamento na praia, uma casa no campo e um labrador no quintal. Fique com alguém que apesar de saber que consegue viver sem você, escolhe viver com você. Fique com alguém que não se esconda. Que não te esconda. Que cada palavra seja direta e clara. Que não dê brechas para o mal entendido. Que faça o que fala e fale o que faça. Fique com alguém cujas palavras complementam suas ações. Fique com alguém que te admire. Que te impulsiona pra frente. Que te apoie quando ninguém mais acreditar em você. Que te ajude a transformar sonhos em realidade. Fique com alguém que acredite que você é capaz de tudo aquilo que queira. Fique com alguém que você não precise convencer de que você vale a pena. Que não tenha dúvidas. Fique com alguém que te olhe da cabeça aos pés e saiba, sem hesitar, que é você e só você. Fique com alguém que te faça olhar para trás e agradecer por não ter dado certo com ninguém antes. Fique com alguém que faça não existir mais ninguém depois."
Não estar bem depois de terminar um relacionamento é normal.
Eu sei que quando vivemos um longo (ou até curto) relacionamento com uma pessoa, esse relacionamento pode nos moldar à sua
forma. Seria hipocrisia da minha parte dizer que não. Vocês tem uma
rotina: se encontram na academia, tomam um suco na lanchonete da
esquina, e depois assistem a novela espremidos no sofá da sua mãe. E se
de repente essa rotina lhe é tomada? Como reagir? Calma. Eu vou te
ajudar.
Hoje
tenho 24 anos e muita experiência pra contar, mas eu já fui uma
menininha imatura (ainda sou as vezes, confesso) que bate o pé quando
algo não dá certo. Como por exemplo da primeira vez que tomei um pé na
bunda. Como assim? Ele me deu um pé na bunda? Por que? O que eu fiz? As
respostas eram vagas. "Você não fez nada", "Você é a melhor namorada que
eu já tive", "O problema não é você, sou eu''. É ÓBVIO que o problema é
você, disso nunca tive dúvidas. Eu respondo todas suas mensagens na
hora, aturo os seus amigos chatos, finjo que gosto das músicas horríveis
que você coloca no carro, e até sou simpática com aquela sua prima meio
vaca. Eu sou uma namorada ótima. De verdade. Mas e a rejeição? O que a
gente faz com ela? Ela machuca, fere a alma, nos mostra que mesmo se nós
nos esforçamos muito, pode ser que isso ainda não seja o suficiente. E é
ai que achamos que mudar o status de relacionamento deve mudar também a
nossa vida.
Se
eu era assim, e assado, e mesmo assim não fui valorizada (o), então eu
vou fazer diferente. Vou cortar o cabelo, usar roupas diferentes, ir
para lugares diferentes, e exagerar a dose. O problema está todo aí.
Digo, em exagerar a dose. Que seja da bebida, ou da sua rebeldia
repentina. Tudo que é demais não é legal, não faz bem. Quando terminamos
um relacionamento o coração pede paz, pede uns dias para bater
fraquinho no canto do quarto. Não dar tempo para o seu coração descansar
é forçar ele a bater forte quando ele nem mesmo consegue bater.
E
não vamos ceder ao machismo: "Mulher bebendo e caindo na balada é muito
feio", "Nossa, aquela tal terminou e agora só faz vergonha por aí…
Sempre pagando mico". Tem coisas que são feias independentes do gênero
ou da opção sexual da pessoa. Querer mostrar que está bem quando não se
está, eis uma das coisas que salta aos olhos de todos, é impossível não
notar uma "felicidade forçada".
Sabe o
caso que contei ali em cima, do garoto que me deu um pé na bunda?
Então. Logo depois que terminamos ele gostava de mostrar felicidade
sempre que me via. Se eu chegasse num lugar e o avistasse de longe, ele
estava normal. Meio carrancudo, nada muito feliz. Quando ele me via?
Meus amigos… Ele abraçava todos ao redor dele, estourava champagne, ria
de piadas que provavelmente nem eram contadas, e me olhava esperando uma
reação minha. Eu pensava, ok, não estou achando graça de nada por aqui,
não tenho champagne pra estourar, muito menos milhares de amigos pra
abraçar… Vou é sair de perto. E saía. Eu não entendia o porquê dele
querer mostrar que estava tão bem e feliz, já que 1) ele que havia
terminado 2) a humilhada era euzinha 3) e eu não estava fazendo a mínima
questão de mostrar que estava bem, porque eu não estava 4) e não estar
bem depois de terminar um relacionamento é normal.
É isso que eu quero que vocês entendam. Você pode ficar triste. Você pode chorar. Você pode sentir saudades. Você pode
ser a única parte do relacionamento que queria que ele ainda existisse.
Qual o problema? Isso não te faz menos do que ninguém, isso te faz
humana (o). Bater no peito e negar suas dores é se assumir ser algo que
você não é. Um robô, sem sentimentos, sem lágrimas, sem cicatrizes. Nós
somos pessoas de carne e osso, choramos quando algo não dá certo, as
vezes até em novelas, então por que fingir ao mundo estar feliz mesmo
após dar um adeus para alguém que você amava?
Você
não precisa mudar da água para o vinho após terminar um relacionamento.
Você também não precisa responder com um sorriso amarelo toda vez que
te perguntarem se você está bem. Muito menos ir na balada todo fim de
semana só para mostrar que agora é solteira e ninguém vai te
segurar. Vai, pode sentir. Se quiser te dou também um abraço. Um dia a
gente supera, é claro que supera. Mas enquanto isso não acontece, será
que podemos sentir?
Isabela Freitas
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