Aprendeu a
dançar seu ritmo preferido, a gostar dos artistas que você gostava, até
brigou com os pais que encrencavam que ela não parava em casa, que só te
acompanhava.
Ela ficou em
casa sozinha e apenas pediu pra você avisar quando chegasse pra que ela
dormisse tranquila. Nos almoços de domingo fazia seu doce favorito que
era antecedido de um:
– fecha os olhos que tenho uma surpresa.
Ela respondia
suas mensagens segundos após recebê-las, ia junto contigo pro trabalho,
mesmo entrando uma hora depois, só pra poder ganhar um beijo de bom dia,
tomar café contigo, ter sua companhia.
Ela ligava ou
te mandava mensagens apenas pra dizer que te amava ou te chamar pra
almoçar. Sabia decifrar cada gesto seu, quando estava mentindo, bravo,
com medo… Ela sabia de quais amigos dela você gostava e quais você
fingia suportar por ela.
Ela entrou na
faculdade e mesmo com a vida de trabalho e estudo achava um tempinho pra
te apoiar, faltar em uma aula para poderem namorar, em um feriado
qualquer viajar pro Rio de Janeiro, descansar.
Ela viveu
intensamente o amor que sentia por você, e você disso não queria nada.
Ligações, te amo, mensagens, tudo era extremamente chato pra você.
Mesmos amigos, mesmos programas, marcavam pizza a noite, iam à igreja ao
entardecer.
Nada te
agradava, e até quando ela não queria ir pra cama você se irritava, ia
embora de cara amarrada, ela só queria um pouco de carinho, deitar ao
seu lado e olhar as estrelas, estrelas que hoje você olha sozinho.
Sem ninguém pro
café ou pra avisar que chegou, as que vão contigo pra cama, antes das
seis da manhã dizem:”já vou…”, sai com os amigos e enche a cara em uma
tentativa inútil de esquecer aquela gata.
E o pior ainda
está por vir, nem tempo você vai ter pra se redimir, como diria
Reginaldo Rossi: “o seu grande amor vai se casar” e contra isso o que
você pode fazer? Nada!
Afinal, passou todo o tempo achando que ela era a mulher errada…
Via: http://jepellegrini.com.br

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